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Eleições 2018

Quem sai fortalecido do voto nas urnas em Santa Catarina

03/11/2018 - 04h57 - Atualizada em: 03/11/2018 - 06h50

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Por Redação NSC
(Foto: )

O ex-governador de Minas Gerais José de Magalhães Pinto descreve que a política é como uma nuvem: "Você olha e ela tem uma forma, olha novamente e ela já mudou". A frase, muitas vezes atribuída também a Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte em 1987, é a analogia perfeita para descrever o futuro político de Santa Catarina que começou a ser escrito durante a eleição deste ano.

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Em questão de um mês, partidos tradicionais recuaram sob a força do voto popular e deram espaço para um partido que se agigantou no discurso da extrema-direita. Carlos Moisés da Silva, estreante político no guarda-chuva do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, foi de azarão para vencedor absoluto com 71,09% dos votos.

Na outra ponta, Raimundo Colombo (PSD), ex-governador reeleito, é mais um na fila dos que estarão fora de circuito depois da alternância de poder no Estado. Amargou o quarto lugar na corrida por uma das duas vagas disponíveis no Senado Federal, atrás de Esperidião Amin (PP), Jorginho Mello (PR) e Lucas Esmeraldino (PSL).

— O grande mistério é como essas novas lideranças vão atuar. Uma coisa é campanha, atuação em mídias sociais. Outra é a atividade de rotina do governo, com interesses, desafios e problemas para implementação de projetos. Isso pode trazer uma frustração no futuro — projeta Tiago Borges, doutor pela Universidade de São Paulo e professor do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC.

Veja a seguir como saem das eleições os principais personagens que disputaram o voto dos catarinenses nas urnas.

JOÃO PAULO KLEINÜBING (DEM) - EM BAIXA

João Paulo Kleinübing deixou a prefeitura de Blumenau ao fim do segundo mandato, em 2012. Eleito deputado federal no pleito de 2014, se distanciou do plenário para assumir a Secretaria de Estado da Saúde. O pleito desse ano tinha o poder de abrir espaço para Kleinübing entrar com os dois pés no circuito político catarinense de novo. Ele chegou a anunciar que concorreria ao governo do Estado, mas depois caminhou para compor chapa e saiu como candidato à vice de Gelson Merisio (PSD).

Os planos não saíram como o imaginado e, fora do segundo turno após a inesperada ascensão da dupla do PSL, João Paulo prevê retomar as atividades de administrador na iniciativa privada, além de articular nos bastidores da política, militar no DEM – partido que é presidente estadual. Porém, ainda não há espaço para vislumbrar uma candidatura em 2020. Inclusive, as discussões sobre isso, garante Kleinübing, estão muito longe. O foco é concluir o mandato de deputado federal.

— Muito cedo para pensar nisso até porque o que tem que ser feito agora é preparar os partidos para esse novo momento. Em 2020 não tem mais eleição proporcional e isso vai mudar de forma significativa a relação entre os partidos e a organização da eleição — detalha.

NAPOLEÃO BERNARDES (PSDB) - EM BAIXA

Promessa política em 2012, aos 30 anos Napoleão Bernardes se tornou o prefeito mais jovem de Blumenau. Conseguiu a reeleição em 2016, mas deixou a prefeitura nas mãos do vice, Mário Hildebrandt (PSB). Esse ano, o tucano era, novamente, uma das grandes apostas do pleito. Napoleão mirava no Senado, mas a conjuntura partidária o direcionou para outra composição: candidato a vice-governador na chapa de Mauro Mariani (MDB). A dupla ficou em terceiro, afogada na onda PSL.

— Existem derrotas eleitorais que são vitórias políticas, ou seja, se sai maior, com mais densidade, com mais visibilidade. Penso que no meu caso especifico acabou sendo uma vitoria política, aos 35 anos, ter sido escolhido para participar do pleito majoritário — argumenta.

Ainda sem planos para a eleição de 2022, e sem poder tentar novamente a prefeitura de Blumenau, por já ter sido reeleito há dois anos, Napoleão se dedica à vida acadêmica, dando aulas de Direito Penal na Furb, em Blumenau.

LUCIANO BULIGON (sem partido) - EM ALTA

Expulso do PSB por contrariar a orientação nacional do partido declarando, abertamente, apoio ao agora eleito presidente Jair Bolsonaro (PSL), Luciano Buligon é aquele tipo de figurinha rara no álbum da política catarinense. Disputado por partidos de peso, avalia os convites feitos pelo PP de Esperidião Amin e pelo DEM de Kleinübing. Pondera que, ainda não foi, mas se fosse chamado pelo PSL, pensaria na proposta com cuidado. Estratégia ou não, aceitar o risco de abrir a preferência por Bolsonaro gabaritou ainda mais Buligon para a nova fase da política de SC. Além disso, abriu-se uma janela para ganhar a simpatia dos eleitores bolsonaristas do Estado.

— Vou deixar as coisas acontecerem normalmente. Claro que terei uma filiação partidária, porque pretendo pleitear outros cargos, mas farei isso de forma tranquila, leve e que seja, acima de tudo, algo que coadune com os anseios, principalmente da região oeste, não só de Chapecó — detalhou.

Até a poeira das eleições baixarem, o futuro certo para Buligon é o seguimento na prefeitura de Chapecó. Por hora, o ex-PSB descarta a possibilidade de fazer parte do governo de Carlos Moisés (PSL):

– Não dá para pensar nisso nesse momento, longe disso. O que nós precisamos é, da melhor forma, ajudar. E eu também sou do grupo político que foi derrotado no Estado. É preciso reconhecer isso. Merisio tem tudo para assumir uma oposição construtiva.

EDUARDO PINHO MOREIRA (MDB) - EM BAIXA

Para Pinho Moreira, todos devem estar empenhados na mudança. Na Casa D’Agronômica, residência que ele ocupou ao longo desse último ano na ausência de Raimundo Colombo (PSD), e no dia a dia. Após pouco mais de sete anos ininterruptos como vice, o emedebista assumiu a linha de frente do governo catarinense em abril deste ano, logo após a licença de Colombo para concorrer ao Senado. Agora virão as férias, segundo Pinho, prolongadas e no exterior. O foco é o descanso:

— Fiquei muitos anos envolvido na administração, como vice e agora como governador. Foi um ano muito forte, de enfrentamento das dificuldades, da greve dos caminhoneiros que reduziu a receita do Estado, de dívidas importantes que estou equacionando. Mas agora é outro momento, da vida familiar.

A última cartada de Pinho Moreira, como ele mesmo já sinalizou, é o encaminhamento de um projeto de lei à Alesc prevendo a redução da máquina pública. A ação vai ao encontro com as propostas do eleito Moisés, com quem Pinho tem se reunido diariamente desde o último fim de semana. Depois disso, mesmo que esteja à margem da vida pública, o governador pretende seguir militando no MDB, único partido que se filiou até hoje. Questionado se aceitaria ocupar um cargo no próximo governo, Pinho afirma categoricamente que não.

— Sigo militando no MDB, meu único partido. Sigo a continuar escrevendo a sua história em Santa Catarina, que é muito importante. Aqui o MDB é mais limpo e realizador, vamos continuar com isso — prometeu.

JORGINHO MELLO (PR) - EM ALTA

Deputado estadual por 16 anos, federal por mais oito anos e, agora, senador eleito por Santa Catarina com alta votação: 1.179.757. Foi o único parlamentar do PR eleito na nova safra de senadores. Jorginho Mello conseguiu provar ser um dos principais nomes da política do Estado ao sair do quarto lugar na intenção de voto e superar caciques como o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) e Paulo Bauer (PSDB), que tentava uma inédita reeleição no Senado.

Apesar do feito, descarta disputar a presidência do Senado que, ao que tudo indica, poderá ser disputada pelo também catarinense Esperidião Amim (PP), e também refuta a possibilidade de integrar o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL). A partir do ano que vem, quer focar no mandato e apenas isso.

— Esse é meu compromisso. Essa história de se eleger para uma coisa e fazer outra, a sociedade já sinalizou que não quer, que não gosta. A grande mensagem do eleitor desse ano foi a renovação. Vamos virar essa página política, página ruim, de maus exemplos. Vamos falar de um Brasil grande e forte, de uma Santa Catarina forte com uma população diferenciada — projeta.

VALDIR COLATTO (MDB) - EM BAIXA

Depois de uma longa jornada de sete legislaturas seguidas na Câmara dos Deputados, Valdir Colatto terminou as eleições deste ano como primeiro suplente do MDB. A trajetória do parlamentar, no entanto, poderia ter sido diferente se, em março, Colatto tivesse dito sim à proposta de comandar o PSL, partido do presidente e governador de SC eleitos, no Estado.

A ideia era de que o peemedebista do Oeste saísse candidato ao Senado, consolidando, assim, palanque para Bolsonaro. A vaga que estava rondando Colatto foi preenchida pelo vereador tubaronense Lucas Esmeraldino. Hoje, passado o primeiro e segundo turnos, Colatto pondera que se arrepende, mas que, mesmo não concordando com todas as decisões, foi fiel ao MDB, partido que é filiado desde 1980.

— Acho que perdi uma oportunidade de talvez ser senador, mas não tinha como adivinhar. Acabei ouvindo bastante o partido, que não me deu o apoio que eu precisava, mas eu preferi ficar com meu partido para encerrar minha carreira política dentro da sigla em que eu comecei — detalhou.

Voltando a se dedicar à agricultura, o deputado garante, por fim, que ainda não foi convidado para ocupar nenhum cargo nos atuais governos, nem no federal nem estadual, mas deixa a porta aberta para oportunidades.

ESPERIDIÃO AMIN (PP) - EM ALTA

Ser competitivo eleitoralmente. Essa era a meta de Esperidião Amin quando abriu mão da já rascunhada candidatura ao governo de Santa Catarina para disputar a corrida ao Senado. Foi preciso dar um passo atrás antes de avançar. Amin teve a maioria dos votos para o cargo que concorreu e garantiu a primeira de duas cadeiras disponíveis nessa eleição. Agora, a chance de ser o presidente do Senado já começa a ser ventilada.

— Vou atuar sempre pelo interesse do Estado, não tenho nenhum outro interesse para defender em Brasília que não seja o público. Não tenho nenhum negócio para me seduzir, nenhuma expectativa de ser agraciado com um cargo nem para mim nem para nenhum indicado meu — garante.

A experiência acumulada como gestor público durante o período em que foi governador de Santa Catarina e também prefeito de Florianópolis, somada a presença anterior no Senado e o conhecimento adquirido ao longo dos 70 anos de vida gabaritam Amin como um dos caciques da política catarinense. É essa parcimônia que o deputado federal e senador eleito aplica ao ser questionado quem, na avaliação pessoal, serão os outros protagonistas nos próximos quatro anos:

— O tempo dirá. É impossível prever. Toda essa história que se inicia é um livro aberto com páginas em branco. Foi aberto o primeiro capítulo de um livro, e a primeira página é resultado do fim de um ciclo e início de outro. Se você não sabe nem como a (política) nacional vai evoluir, imagina o subsidiário.

PENINHA (MDB) - EM ALTA

Rogério Mendonça, o Peninha, lembra que Jair Bolsonaro (PSL) esteve em Santa Catarina por "umas seis vezes, e quatro delas foram por meu intermédio".

— Desde aquele momento eu sempre dizia que o meu candidato à presidência era o Bolsonaro. A gente pegou uma amizade muito grande — conta.

Os frutos dessa proximidade poderão ser colhidos por Peninha a partir de agora, mesmo que indiretamente. Nos últimos anos, mesmo sendo deputado do baixo clero, o emedebista conseguiu se articular e ainda se depara entre os prováveis protagonistas da renovada safra política catarinense – mesmo desacreditado que possa ser convidado para integrar o governo federal. Defensor de bandeiras bolsonaristas como as mudanças no Estatuto do Desarmamento, Peninha conseguiu a reeleição e dará início ao terceiro mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília, no ano que vem.

— Com o andar da carruagem é que as coisas vão se acomodar, mas haverá muita alteração que nem dá para a gente prever. Acho importante essa ruptura, essa alternância de poder. O certo é que eu continuarei no MDB, não penso em sair. Vou ajudar tanto o Bolsonaro quanto o Moisés de dentro do meu partido — esclarece.

LUCAS ESMERALDINO (PSL) - EM ALTA

Vereador eleito pela cidade natal, Tubarão, em 2012 e reeleito em 2016, Lucas Esmeraldino saiu do partido pelo qual se elegeu, o PSDB, e se filiou ao PSL em março deste ano. Oito meses depois, indicado pela legenda, foi avalizado por jair Bolsonaro (PSL) como presidente do partido em Santa Catarina. Junto com o convite veio a missão de ser o candidato ao Senado do agora presidente eleito. Foi o terceiro mais votado com pouco mais de 1,1 milhão de votos.

Ainda durante a campanha, Esmeraldino havia dito que só perderia o espaço que conquistou na Câmara de Vereadores caso se tornasse o mais novo senador. Na época, Carlos Moisés da Silva, governador eleito pelo PSL, estava na lanterna das pesquisas de intenção de voto. A incógnita que pairava sobre o Estado na época da eleição agora gira em torno da nomeação da equipe de governo de Moisés. Nos bastidores, especula-se que Esmeraldino pode estar entre os escolhidos, mas isso nem o próprio pesselista confirma.

Os dias têm sido usados para cumprir agenda de viagens como representante estadual do partido do novo presidente da República. Na última quinta-feira, por exemplo, Esmeraldino esteve com o ministro do Turismo, o também catarinense Vinicius Lummertz. A reportagem tentou contato com Esmeraldino durante a semana, mas não obteve retorno.

GELSON MERISIO (PSD) - EM BAIXA

Após 12 anos seguidos como deputado estadual titular, Gelson Merisio vai começar 2019 sem mandato no Estado. A candidatura ao governo de Santa Catarina escorreu pelos dedos em meio à ascensão e vitória, com 71,09% dos votos, do novato oponente Carlos Moisés (PSL).

– Houve eleição no primeiro turno que nos deu o primeiro lugar e, no segundo turno, houve um processo verticalizado - lamentou, em entrevista após derrota do domingo da eleição.

Naquele mesmo dia Merisio reconheceu que “quem exerce a função pública tem que saber que ela tem começo, meio e fim”. Este, que aparenta ser o fim, pode também ser uma pausa até o início de um novo ciclo. Enquanto isso, o pessedista planeja se debruçar sobre a atividade privada e "tocar a vida com muita tranquilidade".

— Vamos nos colocar no papel que o eleitor nos deu, que é o de oposição, de respeito ao que foi proposto, mas também de cobrança efetiva dos compromissos assumidos — garantiu na coletiva do último dia 28, reforçando que não irá aceitar cargos no atual governo. A reportagem procurou Merisio para uma nova entrevista, mas foi informada pela assessoria que o deputado não estava disponível.

DÉCIO LIMA (PT) - EM BAIXA

Integrando a esteira dos sem mandato a partir do ano que vem, Décio Lima era o respiro da esquerda nas eleições para governo em Santa Catarina. A sigla – em função da histórica corrente anti-petista no Estado – estava desgastada e tinha poucas chances de vitória, mas a esperança era de, ao menos, se credenciar ao segundo turno. Se por um lado a candidatura isolada rendeu ao ex-prefeito de Blumenau a estadualização no nome, por outro também caiu no colo de Décio o pior resultado do PT-SC desde 1980: quarto lugar no ranking geral da votação com 460 mil votos (12,78% do total).

O fortalecimento da liderança esquerdista em Santa Catarina seguiu batendo na trave. A esposa de Décio, Ana Paula Lima (PT), ficou no caminho da corrida pela Câmara dos Deputados por apenas um voto. Depois de três mandatos seguidos como deputado em Brasília, Décio aproxima o foco na presidência do PT, buscando estruturar a legenda para a disputa das eleições municipais daqui dois anos.

— Vou estar fazendo o trabalho do partido no Estado, centralizar o resultado das eleições, com nossos vereadores, vice-prefeitos e prefeitos, a nossa bancada de deputados estadual e federal. Estar nessa construção com objetivo de iniciar um processo de fortalecimento a partir das eleições municipais de 2020. E, com certeza, continuar insistindo num processo que tire o partido do isolamento — detalhou.

MAURO MARIANI (MDB) - EM BAIXA

A primeira eleição – e derrota – de Mauro Mariani (MDB) ao governo de Santa Catarina após duas décadas de mandatos consecutivos, passando pelos cargos de prefeito, deputado estadual e federal, também marca a despedida da vida pública.

— Minha decisão já estava tomada, independentemente do resultado, ganhando ou perdendo, disse que essa seria a minha última eleição — garante.

Agora, engrossando o coro dos políticos tradicionais que saem de cena no Estado, Mariani quer se dedicar ao trabalho na iniciativa privada – é dono de duas fábricas – e também ao convívio familiar.

— Não é um descanso, sou muito novo para descansar. É uma forma de me dedicar a mim. Gosto de política, sou um incentivador da participação das pessoas na política e por isso sigo militando no partido. Não tenho nenhuma reclamação, só não quero mais — analisou.

A chapa Mariani (MDB) e Napoleão (PSDB), que ao todo abarcou nove siglas, amargou o terceiro lugar com 836,8 mil votos, 23,21% do total. O resultado poderia, sim, ter sido diferente. Mariani, cujo berço político, Joinville, é o maior colégio eleitoral do Estado, tinha o prodígio Napoleão Bernardes, ex-prefeito de Blumenau, como vice. Mas nada disso bastou, e até mesmo a decisão de não criar uma chapa PSD-MDB acabou pesando:

— Foi um momento eleitoral totalmente atípico no Estado e no Brasil. Tem que ver como será esse desdobramento. É preciso esperar para entender como isso vai se dar.

RAIMUNDO COLOMBO (PSD) - EM BAIXA

Aos 63 anos Raimundo Colombo acreditava estar preparado para assumir uma cadeira em Brasília. A expectativa era voltar ao Senado Federal depois de 12 anos e colocar em prática o que aprendeu durante os quase oito anos anos seguidos no comando de SC. Mas esse pleito foi diferente, e o resultado pegou muitos dos tradicionais políticos catarinenses de surpresa - entre eles, o próprio Colombo.

O lageano, que também exerceu cargo de deputado federal e prefeito, deixou a Casa D'Agronômica em abril deste ano. O foco era disputar uma das duas vagas disponíveis no Senado Federal. Colombo viu o nome ficar em quarto lugar - o ex-governador conquistou 999 mil votos -, quebrando uma sequencia de 20 anos consecutivos de resultados positivos na trajetória política.

Nas poucas entrevistas que concedeu desde o último dia 7 de outubro, Colombo afirmava que era hora de torcer pelo Brasil. Apesar disso, ainda não conversou abertamente com a imprensa desde então. Na última semana, o ex-governador esteve na Capital e teria debatido com lideranças políticas, que estariam o aconselhando a assumir a presidência da Fundação de Estudos Políticos do PSD. No entanto, por intermédio da assessoria de imprensa, Colombo apenas confirmou que seguirá na política, mas que "ainda não definiu o novo projeto".

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