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    'Quero voltar ao vestiário, e vibrar com um time' projeta Gilmar dal Pozzo

    Treinador acompanhou os jogos de Avaí e Figueirense no fim de semana e está atento ao mercado

    21/07/2014 - 04h51 - Atualizada em: 21/07/2014 - 09h50

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    Por Redação NSC
    Dal Pozzo acompanhou o jogo entre Figueirense e Grêmio neste sábado
    Dal Pozzo acompanhou o jogo entre Figueirense e Grêmio neste sábado
    (Foto: )

    As campanhas que trouxeram a Chapecoense da Série C até a elite do futebol brasileiro mudaram a carreira de Gilmar Dal Pozzo como treinador. Ainda que em 2014 os resultados não foram tão expressivos, o treinador ainda recebe o reconhecimento dos torcedores e de colegas, mesmo longe de Chapecó. Agora, em Florianópolis.

    Gilmar Dal Pozzo se mudou há uma semana para a capital do Estado e depois de um período de férias retoma a atenção para a carreira profissional. O primeiro passo dessa nova fase foi acompanhar os jogos de Avaí e Figueirense neste fim de semana e observar o que os clubes de Série B e Série A estão trazendo a campo.

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    Acompanhado do amigo Alcione Tomazelli, que agora é também seu vizinho no bairro do Estreito, Dal Pozzo assistiu ao jogo do Figueirense sentado em uma das cadeiras da arquibancada social do Orlando Scarpelli. Antes, reencontrou amigos e conversou com o Diário Catarinense sobre os times de Santa Catarina e os legados da Copa do Mundo.

    Diário Catarinense - O que mais te chamou a atenção nos jogos da Copa do Mundo?

    Dal Pozzo - Para nós técnicos o fato de que a melhor seleção ganhou faz muito bem para o futebol. Ficou claro o trabalho como equipe como ponto forte. Aqui no Brasil ainda é muito forte o conceito de individualidade. Só Neymar, só esse ou só aquele jogador. Outra seleções nos mostraram que futebol se trabalha mais em equipe e esse é o legado mais evidente.

    DC -De que forma os jogos da Copa podem influenciar taticamente os times nesse ano?Dal Pozzo - O que fica muito claro é que a equipe, quando com a posse de bola, tem que dar muita liberdade para os atacantes e também valorizar a posse de bola. Mas sem a bola, tem que ser compacta. Jogar em um espaço reduzido, de 30 a 40 metros. Essa são algumas tendências do Mundial. É preciso ter essa obediência tática, e nosso atacantes ainda tem bastante dificuldade para isso. Saber que quando o adversário tem a bola, todos devem se compactar e marcar. Isso tudo independente do esquema tático. Claro que o técnico tem que ter uma ideia formada e tentar aplicar de acordo com as característica de cada clube.

    DC - Porque é tão importante para você vir ao estádio acompanhar as partidas?

    Dal Pozzo - É totalmente diferente no estádio. Pela televisão, é o corte ou a opinião de outras pessoas. A minha verdade, ou a de qualquer outra pessoas, não podem ser definitivas. Aqui é tudo aberto. Por exemplo, em um lance de escanteio, observo todo o time. Quem ficou na sobra, como está a marcação para evitar os contra-ataques. Se o goleiro se adianta, ou não. São detalhes fascinantes que só se observa quando há todo o campo.

    DC - Mas também é bom para matar a saudade, clima de estádio, torcedor. Certo?

    Dal Pozzo - Na verdade, eu estou com vontade de voltar ao vestiário. Quebrar quadro, passar orientação, vibrar com o gol. Essa é adrenalina que é o futebol. Quando apenas acompanho o jogo, venho sem aquele compromisso porque o resultado desses jogos não mudam minha sequência de trabalho. Mas eu gosto de um bom futebol, e sempre vou quer ver isso, mesmo da arquibancada.

    DC - Qual os próximos jogos que você deve acompanhar?

    Dal Pozzo - Vou ver jogos em Porto Alegre e em Curitiba. Mas também quero ir a Joinville e Criciúma.

    DC - Pelo jeito, o seu foco continua em Santa Catarina?

    Dal Pozzo - Sim, até pela logística. Em SC tem três times na primeira divisão. Curitiba, dois. Porto Alegre outros dois. Vou acompanhar por aqui.

    DC - Como vocês observa o futebol de SC?

    Dal Pozzo -É importante enaltecer SC no futebol nacional, porque está crescendo muito. Estamos com uma geração nova de treinadores e acredito que ano que vem teremos pelo menos mais um na primeira divisão. Os três que estão, mais o Joinville e também o Avaí. Os dois têm chances de subir. E não podemos esquecer do Metropolitano, que facilmente pode chegar a Série C esse ano.

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