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Radar Meteorológico de Lontras será fundamental para orientar ações de prevenção a desastres no Vale do Itajaí

Estrutura deve funcionar a partir de julho e abrange 77% de Santa Catarina

14/03/2014 - 04h47 - Atualizada em: 14/03/2014 - 06h41

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Por Redação NSC
Torre com 25 metros de altura e oito andares será a base para o radar, que está a caminho do Brasil desmontado
Torre com 25 metros de altura e oito andares será a base para o radar, que está a caminho do Brasil desmontado
(Foto: )

Está em uma torre de concreto de 25 metros com uma bola no topo a 900 metros acima do nível do mar a expectativa de cravar um marco na prevenção aos grandes desastres naturais que atingem Santa Catarina. É isso o que significa o Radar Meteorológico de Lontras, que está sendo erguido no Alto Vale. Com investimento de R$ 10 milhões da Defesa Civil de SC, o aparelho irá aprimorar o monitoramento das mudanças do tempo no território catarinense.

A definição de instalar o equipamento ocorreu em 2011. Segundo o secretário adjunto de Defesa Civil de SC, Rodrigo Moratelli - que acompanha todo o processo de implantação - a data limite para que o radar seja entregue funcionando plenamente é dia 31 de julho deste ano. A cobertura será de 77% de toda a superfície do Estado, ou seja, 191 dos 295 municípios estarão sob o scanner do equipamento.

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Chegar ao local em que a torre de sustentação está sendo erguida não é simples. Ela fica em uma serra entre os municípios de Presidente Nereu e Lontras, dentro de uma fazenda onde o governo adquiriu uma área de 10 mil metros quadrados. Um portão fincado exatamente na divisa entre os dois municípios marca a entrada para o radar.

Uma estrada foi aberta e pavimentada especificamente para a obra, mas o revestimento não aguentou o peso dos caminhões. Depois de seis quilômetros pelo caminho, a mata se abre e revela, por enquanto, uma construção alta, sem acabamento e que parece invadir o céu.

Dentro da torre, cada lance de escada surgem paisagens mais distantes do Vale, Serra, Planalto e Litoral, que dão uma dimensão de tudo que será vigiado pelo radar.

Escolha do município de Lontras para receber o radar foi estratégica.

A escolha do local para instalação do radar foi estratégica, explica Moratelli. Era preciso uma altura determinada, que propiciasse maior cobertura possível nas regiões que mais sofrem com as intempéries. O ponto de instalação precisava ser livre de sombras, ou seja, áreas que em houvesse algo como um morro, por exemplo, que impeça o scanner de alcançar um local específico.

O secretário regional de Rio do Sul, Ítalo Goral, revela que antes da escolha por Lontras, a equipe também se interessou por uma área em Santa Cecília, na Serra Catarinense, mas o local tinha áreas de sombra, o que prejudicaria o funcionamento do radar.

O grupo responsável pela instalação é formado por técnicos da Defesa Civil, do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC, do Sistema Meteorológico do PR e da Enterprise Electronics Corporation, fabricante americana do radar.

Equipe do Estado foi aos EUA aprender a operar o equipamento no começo do ano.

O funcionamento do radar permitirá a obtenção de dados mais detalhados sobre os fenômenos climáticos que atingem o Estado, principalmente os que causam desastres, como o excesso de chuva. Porém, Moratelli explica que ele é apenas uma parte do sistema de defesa civil elaborado pelo governo que contempla outras obras. Entre elas estão a sobrelevação das barragens de Taió e Ituporanga, a drenagem de vários canais e a consolidação das Defesas Civis em todas as regiões de Santa Catarina.

O radar é fabricado nos Estados Unidos e, segundo o secretário adjunto, já está a caminho do Brasil. Ele chegará desmontado ao país por meio de navios e aviões. As peças serão transportadas de caminhão pelas BRs 101 e 470 até Lontras. O equipamento será montado próximo à torre e será içado até o topo da construção por um guindaste.

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