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Economia

Reajuste da gasolina nas refinarias deve aumentar dez centavos o litro em Joinville

Alta de 5,6% anunciado pela Petrobrás já muda o preço nas bombas desde sexta-feira. Previsão de acréscimo médio nos postos de Joinville é do Sindipetro/SC

08/04/2019 - 09h16

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Luan
Por Luan Martendal
Novos preços começam a ser inseridos nos postos de Joinville
Novos preços começam a ser inseridos nos postos de Joinville
(Foto: )

O valor do litro de combustível deve aumentar em média R$ 0,10 nos postos de Joinville depois do anúncio de alta de 5,6% no valor da gasolina nas refinarias. O cálculo é estimado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro/SC), que recebeu com surpresa o reajuste de preços da Petrobras na quinta-feira, válido desde sábado.

Segundo a estatal, o litro da gasolina nas refinarias subiu de R$ 1,8326 para R$ 1,9354, valor que atinge sua máxima desde outubro de 2018. Já o diesel, por enquanto, segue com custo inalterado, em R$ 2,1432. Este é o 19º reajuste aplicado pela companhia somente neste ano, o que representa um acúmulo de 28,3% no preço do produto em 2019 no país.

Caso a projeção de impacto se confirme, em Joinville por exemplo, o preço médio que até 30 de março era de R$ 4,05, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), passa para até cerca de R$ 4,15. Isso significa que para encher um tanque de 50 litros, o consumidor que gastava R$ 202,50 pode começar a desembolsar em torno de R$ 207,50.

considerado abusivo

O novo valor médio também representa R$ 0,17 acima do aplica no mês de janeiro, quando o preço por litro ficava na faixa de R$ 3,98 na cidade. Essa frequência nos reajustes é explicada pela política de preços adotada pela estatal desde julho de 2017, quando passou a se basear nos valores do barril de petróleo no mercado internacional e na oscilação do dólar – o que acarreta em correções com maior periodicidade, inclusive diariamente.

A direção do Sindipetro/SC, sediado em Joinville, considera a adição abusiva. Para o presidente da entidade, Luiz Antonio Amin, a atual política de acréscimo gera incertezas no mercado de combustíveis.

– O consumidor não consegue mais abastecer o tanque cheio e temos percebido aumentos quase diários. Também não dá tempo do comerciante repassar o novo valor para a bomba, porque no dia seguinte o valor reajusta novamente. Essa incerteza acarreta na redução de vendas e na diminuição dos postos de trabalho – aponta Amin.

Na avaliação do Sindipetro/SC, isso acontece porque, apesar de o aumento ter ocorrido no combustível tipo A, ou seja, na gasolina antes de sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel, o preço sofre influência de outros fatores até chegar à bomba: adição de etanol, impostos federais e estaduais (45% do valor do combustível), margem de lucro da distribuidora e frete.

– Essa combinação faz o preço da gasolina chegar ao posto custando o dobro do valor de quando saiu da refinaria. Quando isso ocorre, os comerciantes são considerados os vilões, mas este aumento abusivo foi feito pela Petrobras e por isso estamos indignados – desabafa o presidente.

Ainda segundo Amin, a federação que representa o setor varejista deseja que seja utilizado para os reajustes da gasolina um modelo parecido com o aplicado ao diesel, que desde 26 de março passam a ser reajustados por períodos não inferiores a 15 dias.

– Uma mudança neste sentido serviria pelo menos para ter um parâmetro de quando haveria câmbio de preço e para que consumidor e comerciante estivessem preparados para possíveis alterações – justifica.

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