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Recuperado de cirurgia, Rafael Morcego defende o cinturão do Pancrase

Catarinense encara neste domingo, no Japão, o local Kenta Takizawa

15/03/2019 - 23h32

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Redação
Por Redação Hora
Morcego é o dono do título na categoria peso-galo
Morcego é o dono do título na categoria peso-galo
(Foto: )

Em maio de 2018 o catarinense Rafael Morcego, 33 anos, conquistou o cinturão peso-galo (61kg) do Pancrase, evento mais antigo do Japão. E neste domingo, em Tóquio, pela primeira vez ele irá defender o título contra o japonês Kenta Tazikawa, 24.

O longo período entre a última luta e a de agora se deu por conta de uma cirurgia no pé, que atrasou bastante o lado do catarinense. Pronto para voltar a fazer o que gosta, ele espera manter o título.

— Fiquei muito feliz com esse título do Pancrase, pois é um evento reconhecido no mundo inteiro. Era o que faltava, foi a cereja do bolo na minha carreira. Agora vou fazer a minha primeira defesa. Estou muito focado e bem preparado para a essa luta. Meus treinos foram bem puxados. Na verdade, estou na estrada há bastante tempo, são 14 anos lutando como profissional, então não tem muito segredo — disse Morcego.

A chave para conquistar a vitória pode estar exatamente na experiência de Morcego. O brasileiro fez sua estreia no MMA em 2005. Desde então, construiu um cartel de 35 lutas, com 29 vitórias e apenas seis derrotas. Seu oponente tem um cartel mais modesto, com apenas 13 lutas, sendo nove vitórias e quatro derrotas. Mas de suas nove vitórias, sete foram por nocaute.

Morcego construiu uma grande carreira no Brasil, o que o levou ao Bellator, onde ele fez cinco lutas, e hoje ao Pancrase. Mas o atleta da Astra Fight Team ainda sonha em atuar em outro grande palco: o UFC.

— Faço 34 anos dois dias depois da minha luta. Graças a Deus ainda estou trabalhando bastante. Já lutei no Bellator, hoje estou no Pancrase, construi uma boa carreira no MMA nacional. Claro que tenho sonhos. E, enquanto eu estiver vencendo, eu sonho em chegar ao UFC. Não fico pensando que vou entrar amanhã. Eu quero trabalhar, lutar em eventos que me paguem bem, mas claro que penso no UFC. Sei que o título do Pancrase pode me ajudar, mas sou pé no chão. Enquanto estiver trabalhando e vencendo, posso alimentar esse sonho de entrar no UFC — afirmou.

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