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Saúde

Rede de hospitais e pronto-atendimento da Grande Florianópolis ganha sistema de acolhimento aos pacientes

Programa, que deverá ser implementado até outubro, estabelece prioridades no atendimento de acordo com a gravidade de cada caso

16/09/2014 - 03h03 - Atualizada em: 16/09/2014 - 05h30

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Por Redação NSC
A classificação da urgência no atendimento será realizada através pulseiras com cinco cores diferentes
A classificação da urgência no atendimento será realizada através pulseiras com cinco cores diferentes
(Foto: )

A partir de outubro, quem chegar ao setor de emergência do Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, não será atendido por ordem de chegada, mas de acordo com a gravidade do ferimento ou risco à saúde. A medida faz parte do Sistema Catarinense de Acolhimento e Classificação de Risco, desenvolvido por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O objetivo é implantar até o fim do ano a nova metodologia na maioria dos hospitais e nas unidades de pronto-atendimento (UPAS) da Grande Florianópolis.

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Marlene Bonow Oliveira, superintendente de serviços especializados e regulação da SES, explica que o sistema foi desenvolvido com base em outros modelos já existentes, e que auxilia no atendimento mais humanizado.

- Independentemente do procedimento, todas as pessoas serão atendidas, o que muda é que haverá uma sala específica para uma classificação técnica e para um atendimento priorizado - afirma.

De janeiro a agosto deste ano, segundo dados da superintendência hospitalar da SES, mais de 44,8 mil pessoas passaram pela emergência do Hospital Celso Ramos. Marlene afirma que o procedimento de classificação de risco deve ser feito por profissionais capacitados em aplicar o procedimento, que consiste em responder a uma espécie de roteiro.

A expectativa, segundo Marlene, é implantar o sistema no Hospital Celso Ramos até o início de outubro. Na semana passada, foi realizado um curso de capacitação para cerca de 12 enfermeiros da unidade. Até o fim do ano, o plano é chegar aos outros hospitais da Grande Florianópolis e depois às outras regiões do Estado.

SISTEMA TAMBÉM TEM FUNÇÃO EDUCATIVA

A Unimed Grande Florianópolis implantou o sistema de classificação de risco em 2010. Para Hildebrando Scofano, diretor de gestão e serviços próprios da unidade, além de priorizar os atendimentos mais urgentes, o protocolo também tem uma função educativa, já que muitos procuram a emergência por comodidade:

- Como toda porta aberta, seja de pronto-atendimento ou emergência, isso atrai as pessoas, porque fica 24 horas disponível. Então existe uma comodidade, que não é só vista aqui, mas no mundo inteiro.

Prova disso, é que no pronto-atendimento da Unimed Grande Florianópolis, 95% dos atendimentos são classificados como pouco ou não urgente. A Unimed Joinville também conta com o procedimento desde 2009.

COMO FUNCIONA

O que é

A Classificação de Risco é a estratificação de risco dos usuários que procuram atendimento nos serviços de saúde. Ao dar entrada em uma unidade de saúde o paciente é classificado, recebendo uma prioridade que determina o tempo alvo para o primeiro atendimento médico, essa prioridade é baseada na situação clínica apresentada e não na ordem de chegada. A Classificação é realizada com base em protocolo adotado pela instituição de saúde, normalmente representado por cores que indicam a prioridade clínica de cada paciente. Para tanto, algumas condições e parâmetros clínicos devem ser verificados.

No sistema catarinense, a classificação se dará por cinco cores (distribuídas através de pulseiras):

Vermelho: prioridade máxima.

Tempo de espera: imediato

Laranja: prioridade alta.

Tempo de espera máximo: 15 minutos

Amarelo: prioridade média.

Tempo de espera máximo: uma hora

Verde: prioridade baixa.

Tempo de espera máximo: duas horas

Azul: prioridade mínima.

Tempo de espera máximo: quatro horas.

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