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Rei jordaniano destitui premier para acalmar manifestantes

Oposição promete continuar com protestos

01/02/2011 - 14h50 - Atualizada em: 01/02/2011 - 14h56

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Por Redação NSC
Manifestantes estão reunidos no Cairo para protestar contra Mubarak
Manifestantes estão reunidos no Cairo para protestar contra Mubarak
(Foto: )

O rei Abdullah da Jordânia destituiu, nesta terça-feira, seu primeiro-ministro para tentar apaziguar os manifestantes, mas os islamitas estimam que o substituto "não é reformista" e prometem novas manifestações.

Em um momento em que a mobilização no Egito faz cambalear o presidente Hosni Mubarak, após a fuga para a Arábia Saudita, em 14 de janeiro, do também questionado ex-presidente tunisiano, Zine El Abidine Ben Ali, o monarca jordaniano nomeou para o cargo Maaruf Bajit em substituição a Samir Rifai, cuja renúncia havia sido pedida em várias manifestações nas últimas semanas.

Para o rei da Jordânia, Bajit, que já foi premier entre 2005 e 2007, terá que "adotar medidas rápidas e claras para efetuar reformas políticas reais (...) que sustentem a nossa ação a favor da democracia".

A oposição islamita e de esquerda organizou várias manifestações nas últimas semanas contra a carestia e para pedir reformas, criticando a política econômica de Rifai.

No entanto, a Frente de Ação Islâmica (FAI), principal partido de oposição, criticou a escolha de Bajit, um ex-militar, que foi embaixador em Israel (2002) e Turquia (2005), assegurando que "não é reformista".

O islamita FAI havia declarado anteriormente à AFP que, ao contrário do que acontece no Egito, seu partido não exige uma mudança de regime, mas reformas políticas.

No início do sétimo dia de protestos que exigem a renúncia do presidente Hosni Mubarak, o movimento contra o regime convocou uma greve geral por tempo indeterminado e uma passeata de um milhão de pessoas para a terça-feira. Durante a manhã, a emissora estatal egípcia anunciou a formação de um novo governo no país, substituindo o governo dissolvido na sexta-feira. Na mudança mais significativa, o criticado ministro do Interior - responsável pelas forças de segurança - foi substituído.O exército anunciou que não usará a força contra as dezenas de milhares de pessoas que se mobilizam no país para pedir a saída do presidente e declarou que considera as demandas do povo "legítimas". O último provedor de internet egípcio ainda em funcionamento, o Grupo Noor, caiu nesta segunda-feira, deixando o país sem acesso à rede.

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