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Repórter é detido pela PM e tem celular apreendido durante jogo entre Criciúma e Paraná em SC

Caso aconteceu na noite desta terça-feira, no estádio Heriberto Hülse

20/11/2019 - 09h54 - Atualizada em: 20/11/2019 - 10h11

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Redação
Por Redação DC
repórter detido
Jairo Silva Junior em vídeo publicado nas redes sociais depois de ser liberado
(Foto: )

O repórter Jairo Silva Junior, da Rádio Transamérica de Curitiba, foi detido pela Polícia Militar durante a transmissão do empate entre Criciúma e Paraná, na noite desta terça-feira (19), no estádio Heriberto Hülse, no Sul catarinense.

O profissional foi retirado do campo e conduzido a uma sala fechada depois de registrar agressões dos policiais a funcionários do time paranaense. Jairo foi liberado após mais de uma hora de detenção, mas teve os celulares apreendidos pelos policiais.

A confusão aconteceu nos minutos finais da partida válida pela 37ª rodada da Série B do Brasileiro, que terminou empatada em 1 a 1.

“Um supervisor da CBF lamentavelmente usou da sua autoridade para tentar impedir que a gente fizesse o nosso trabalho, registrando um fato que aconteceu com um executivo do Paraná Clube, o Alex Brasil, e também com o assessor de imprensa do clube, o Irapitan Costa. Eles estavam sendo retirados pela Polícia Militar, eu tentei registrar essa ação e o supervisor tentou tomar o meu celular. Eu, claro, não permiti, e ele acabou pedindo o auxílio da Polícia Militar para me retirar do local”, relatou o repórter em vídeo publicado nas redes sociais depois do ocorrido.

A detenção aconteceu no momento em que jogadores, comissão técnica e funcionários do Paraná estavam reclamando com a arbitragem por conta do gol de empate do Criciúma, aos 41 minutos do segundo tempo.

Em nota, o diretor da Rádio Transamérica em Curitiba, Rogério Afonso, manifestou indignação com o fato.

"Estamos tentando entender todo este episódio. Uma ação drástica com um profissional que estava trabalhando. Credenciado para o exercício da sua profissão. Iremos buscar nossos direitos! Pelas informações, o próprio fiscal da CBF tentou pegar o celular do Juninho. Pergunto, por quê? O que havia de errado? Se estivessem agindo corretamente, por que não filmar? Iremos conversar com o nosso departamento jurídico amanhã. É lamentável", disse.

Versão da PM

A Polícia Militar de Santa Catarina se manifestou em comunicado e alegou que o jornalista “não poderia fazer filmagens no interior do Estádio”. A polícia também justificou a apreensão dos celulares informando que eles “servirão futuramente como meio de prova, por conta das imagens neles arquivadas”.

Leia a íntegra do comunicado:

Durante a noite do dia 19.11.2019, no Estádio Heriberto Hülse, durante partida entre Criciúma X Paraná, um supervisor da CBF solicitou apoio da Policia Militar para auxiliar na retirada de um membro da comissão técnica do Paraná Clube que estaria em local proibido. Realizada a intervenção, o membro da comissão técnica negou-se a sair do local, mesmo após pedidos do supervisor CBF, tumultuando os trabalhos no local. Assim, contra ele foi confeccionado um Termo Circunstanciado. Ainda na mesma ocorrência, um jornalista, mesmo ciente de que não poderia realizar filmagens no interior do Estádio, passou a realizar imagens, sendo este fato também apontado pelo supervisor da CBF como irregular. Os celulares dos envolvidos foram apreendidos no Termo Circunstanciado, os quais servirão futuramente como meio de prova, por conta das imagens neles arquivadas. Após lavrado o Termo Circunstanciado, os envolvidos foram liberados no local.

*Com informações do Uol Esporte

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