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    Representantes do Mercosul encaminham documento para viabilizar Rota do Milho

    Entre as medidas estão pavimentação de rodovia, ponte e agilidade nos despachos aduaneiros

    04/12/2017 - 13h31 - Atualizada em: 04/12/2017 - 13h39

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    Por Redação NSC
    Santa Catarina produz apenas 3,1 milhão de toneladas para um consumo de 6,5 milhões de toneladas por ano
    Santa Catarina produz apenas 3,1 milhão de toneladas para um consumo de 6,5 milhões de toneladas por ano
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    A partir desta semana será encaminhado para os países do Mercosul um documento denominado Carta de Chapecó, elaborado durante o Mercosul Cidadão por representantes de cinco países, evento que encerrou na sexta-feira na capital do Oeste. Na carta estão algumas demandas para a viabilização da Rota do Milho, que pretende criar um fluxo de importação do cereal do Paraguai para atender as agroindústrias de Santa Catarina.

    Um dos pedidos é a adoção de medidas para a facilitação dos desembaraços aduaneiros, evitando filas nas fronteiras. Também foi sugerido que o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) financie a pavimentação e 30 quilômetros da rodovia em Major Otaño, no Paraguai, que servirá de ligação com Eldorado, na Argentina.

    Também foi sugerido que o Focem financie uma ponte sobre o Rio Paraná, entre as duas cidades, pois inicialmente o transporte dos caminhões será feito via balsa. O gerente de políticas econômicas da Agência de Desenvolvimento Rural de Chapecó, Mauro Zandavalli, que é um dos catarinenses que está acompanhando o projeto, disse que já está sendo feita a terraplanagem para o pátio de manobras dos caminhões.

    — Queremos fazer a primeira importação ainda neste ano para mostrar que é viável, posteriormente a demanda vai pressionar para que sejam feitas as melhorias necessárias para garantir o fluxo — explicou.

    Ele lembrou que a transformação da Inspetoria da Receita Federal de Dionísio Cerqueira em Alfândega vai facilitar o processo, pois a unidade terá mais autonomia. Santa Catarina produz metade do próprio consumo anual de milho, que é de 6,5 milhões de toneladas. A outra parte vem, em maioria, do Mato Grosso, que fica a mil quilômetros de distância. O milho do Paraguai está a menos de 500 quilômetros da região Oeste, por isso a discussão sobre a rota.

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