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REDE ESTADUAL

Resistiram? O destino de professores que, há 10 anos, passaram em concurso

Dos 48 nomeados para o Ensino Médio de escolas estaduais de Porto Alegre, apenas 14 continuam. O que ocorreu?

16/10/2015 - 17h25 - Atualizada em: 23/10/2015 - 14h02

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Por Redação NSC
(Foto: )

A professora de química Paula Brust, quando precisa usar o laboratório, se vê entre a precária vidraria e substâncias químicas cujos prazos de validade expiraram no século passado. Da mesma disciplina, Graciela Cechin limpa o quadro negro com papel higiênico, porque não há apagador. Para Cláudia de Oliveira, professora de história e geografia, os problemas não são de infraestrutura - o desafio diário é ser ouvida por estudantes, em geral, desinteressados. As três, você já deve ter intuído, ensinam em escolas da rede estadual.

ZH analisou a lista dos 48 professores nomeados no concurso de 2005 do magistério estadual para o Ensino Médio em Porto Alegre. Dez anos depois, a reportagem constatou que apenas 14 estão trabalhando para o Estado - o equivalente a 29%. Salários baixos, falta de estrutura nas escolas, desinteresse dos alunos e pouca perspectiva de evoluir na carreira são os motivos elencados pelos que assumiram, mas exoneraram-se tempos depois. Pelo menos 19 nem chegaram a tomar posse, frente a propostas melhores que surgiram entre o resultado do concurso e a nomeação (quase dois anos, em alguns casos). Outros 10 abandonaram a profissão - viraram analistas, bancários, policiais. Apenas duas pessoas da lista não foram localizadas.

Em reportagem especial, três professoras resistentes contam por que ainda permanecem no magistério estadual.

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