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Júri popular

Réu confesso pelo assassinato da ex-namorada é condenado a 57 anos de prisão em Joinville

Aline Daniely Dorn foi morta aos 25 anos com quatro golpes de faca dentro da casa dela

19/11/2015 - 15h51 - Atualizada em: 20/11/2015 - 12h49

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Por Redação NSC
(Foto: )

Mais um crime envolvendo violência contra a mulher foi julgado nesta quarta no Tribunal do Júri de Joinville. Felipe Santos de Araújo, 28 anos, foi condenado a 57 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, por homicídio qualificado com golpes de faca a ex-namorada Aline Daniely Dorn, 26 anos, e também por tentativa de homicídio qualificado contra o então namorado dela, Maicon Rafael de Carvalho. O crime aconteceu na madrugada de 30 de outubro de 2014, na casa de Aline, no bairro Profipo, zona Sul. O réu respondia ao processo preso e não poderá recorrer em liberdade.

Familiares e amigos chegaram ao tribunal vestindo camisetas brancas que estampam uma foto de Aline e uma mensagem de saudade.

- Justiça é a única coisa que a gente espera, porque ela não merecia isso. O que fica agora são as boas lembranças e o filhinho de dois anos - lamentou a avó, Maria Isabel Silveira Stein, de 73 anos.

Em depoimento durante o júri, Maicon disse que iniciou o namoro com Aline meses após o fim do relacionamento dela com Felipe. Para evitar conflito entre os dois, ele tomou a iniciativa de informar Felipe sobre o relacionamento. Em princípio, o trato era de paz. O único contato que ainda restava entre Aline e Felipe seria por causa do pequeno Vitor, fruto do relacionamento entre os dois.

No dia do crime, Maicon e Aline chegara em casa à noite. A mulher foi tomar banho, enquanto Maicon cuidava da criança. Segundo o depoimento, Aline saiu do banho, foi surpreendida por Felipe dentro do quarto e agredida com pelo menos quatro golpes de faca. Maicon ouviu os gritos e correu para ajudá-la. Os dois entraram em luta corporal e Maicon também ficou ferido.

- Não imaginava que ela fosse morrer. Senti o último suspiro dela - relatou Maicon.

Foto: Foto: Salmo Duarte / Família da vítima Aline Daniely Dorn

Felipe Santos Araújo confessou o crime. Ele alega que nunca foi violento, mas que perdeu a cabeça ao cometer o assassinato. Felipe teria passado pela casa de Aline para checar se Maicon estava tratando bem o filho dele e parado para observar o movimento na residência.

O fato de ter presenciado uma cena de harmonia entre o atual namorado e o filho teria provocado a fúria. O réu confessou que invadiu a casa, pegou um faca na cozinha e se escondeu no quarto onde ficou à espera da ex-namorada.

- A Aline entrou no quarto e eu fui pra cima dela. Não sabia mais o que estava fazendo, o que eu senti naquele momento nunca senti na minha vida - disse no Tribunal.

Felipe alega que entrou na casa quando percebeu que Maicon e a criança supostamente entraram no banheiro durante o banho de Aline. Em contrapartida, Maicon relatou que não entrou no banheiro, apenas abriu a porta para que o menino entrasse. Ele acredita que Felipe já estava dentro da casa quando chegaram.

O júri foi conduzido pela juíza Karen Reimer, a acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça, Ricardo Paladino, e a defesa pelo defensor público, Vinicius Garcia.

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