A punição à Chapecoense era o desfecho previsível para o caso Luiz Otávio. Sem condenar alguém especificamente, considero que o clube errou. E não me refiro ao e-mail, se chegou ou não. Quando avalio que errou, a ponderação recai sobre a decisão na hora do jogo. Bancar a briga, mesmo com um aviso improvisado, foi um grande risco. Na verdade, como já escrevi, foi um risco desnecessário.

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A decisão mais acertada seria retirar o jogador pra depois discutir com razão. O que Chapecoense fez foi comprar uma briga depois de perder a razão, porque teimou, mesmo sendo avisada. Agora é tentar apelar de alguma forma, mas é muito difícil ter sucesso e conseguir reverter a decisão.

Erros da Conmebol

A Confederação Sul-Americana de Futebol aparece como acusadora neste caso, mas deveria reconhecer erros também. Nos bastidores, a Conmebol errou feio. Primeiro ao misturar punições e competições diferentes. Fazer a Chapecoense cumprir suspensões da Libertadores na Recopa foi o primeiro grande erro. É como se a CBF passasse a misturar punições do Brasileiro e da Copa do Brasil, fazendo cumprir cartões de uma na outra. Não tem cabimento – apesar de que nunca é possível se duvidar.

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Além disso, um comunicado como este deveria ter uma via oficial, que checasse envio e recebimento. Ou mesmo um espaço oficial no site de registro de punições, como se fosse um ¿diário oficial¿ e a partir da publicação ali estaria valendo. O episódio fica, mas não deve passar apenas como mais um. Deveria significar alguma mudança nos métodos da Conmebol e dos clubes.

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Conmebol tira três pontos da Chapecoense e clube promete recorrer da decisão

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