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Análise

Rodrigo Faraco: o clássico do Scarpelli foi bem melhor do que o da Ressacada

Foi uma partida de lances. Muitos lances 

09/04/2017 - 20h27

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Por Redação NSC

Márcio Goiano montou muito bem a estratégia de jogo do Figueirense. A dobra do lado direito, com Weldinho e Dudu, fez a diferença no primeiro tempo, quando o time foi melhor. Além disso, a escolha pela intensidade, com jogadores como Yago, Elias e Índio, com muita movimentação. Tudo isso durou até o início do segundo tempo. A saída de Dudu quebrou a alternativa tática que fazia diferença. E a intensidade baixou com a condição física, que não suportou a sequência do segundo tempo. O Figueirense fez uma boa partida, mas continua faltando ao time a qualidade do passe, a qualidade de conjunto. O técnico Márcio Goiano sai vitorioso, pois mostrou que taticamente sabe fazer o que é preciso. O pontinho somado valeu muito mais pelos pontos tirados do Avaí, num contexto que avalia a rivalidade.

(Foto: )

CONJUNTO FORTE E CHANCES MAIS CLARAS

O Avaí soube suportar a intensidade do Figueirense e a dificuldade de sair pro jogo, imposta pela boa marcação adversária. E quando veio o segundo tempo, colocou a bola no chão e o conjunto da equipe apareceu. A saída de Dudu, no Figueirense, e a entrada de Denilson, foram duas circunstâncias que trouxeram o jogo para o Avaí. A equipe de Claudinei Oliveira teve três chances claras — uma com Alemão, uma com Marquinhos e outra com Denilson. No tempo em que foi melhor, o Avaí foi mais contundente. O ponto somado é pouco, pois praticamente tira o time da disputa do returno e faz ficar atrás da Chapecoense na classificação geral.

O LANCE POLÊMICO

Já vou começar afirmando que daria pênalti no lance do chute do atacante Denilson, do Avaí, que pegou no braço do lateral Weldinho. Daria porque ele virou de lado e com o braço afastado do corpo fez uma espécie de defesa. Apesar disso, avalio o lance como dificílimo, pois parte de um movimento de Weldinho de colocar os dois braços a frente do corpo. O questão que define o lance é o giro dele, ficando de lado. Os braços então funcionam como barreira para a bola e não como proteção ao corpo.

FOI UM BOM JOGO

Foi uma partida de lances. Muitos lances. O clássico do Orlando Scarpelli foi bem melhor do que o da Ressacada. Mais movimentação e muitos lances nos dois tempos. As equipes estavam querendo a vitória. Foi o que valeu para melhorar o jogo. É uma partida que vai repercutir mais e traz reflexos pras duas equipes. Faltou o gol, mas foi um bom clássico.

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