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    Rolê com Edsoul: Papo Reto com a prefeitura de Palhoça e com a Jotur

    Cadeirante percorre nove quilômetros todos os dias para conseguir usar o transporte público adaptado

    07/09/2017 - 05h21

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    Esta é uma nota a qual não tenho orgulho de publicar, simplesmente porque estamos falando de algo que deveria ser básico na vida de qualquer ser humano, o direito de ir e vir.

    Este amigão aí na foto é seu Luís, um simpático vendedor sessentão que trabalha no centrão de Floripa, mas que é morador do bairro Barra do Aririu, em Palhoça. O cidadão teve paralisia infantil com oito meses de vida e as sequelas são notáveis, principalmente pela falta de movimentos nas pernas e pela dificuldade que tem ao falar. Pois bem, o maior problema do seu Luis está quando sai de casa todas as madrugadas, perto das 4h.

    É notável pela foto que nosso amigo depende da cadeira de rodas para se locomover, consequentemente, para pegar uma das linhas da empresa Jotur para chegar a centro da Capital. Sabe o que não rola? Ônibus adaptado! Pelo menos, não perto da casa dele. E a solução é ter que percorrer uma média de nove quilômetros para então conseguir um que lhe dê condições.

    Na moral, a prefeitura de Palhoça está dando mole para a empresa. Tem que exigir que cumpram pelo menos o que é de direito dos passageiros. Assim não dá!

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