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    Saavedra: plano de mobilidade de Joinville passa por revisão para adiar metas

     Justificativa para esticada de prazo é que crise econômica comprometeu atingimento de metas

    16/12/2017 - 03h00

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    Por Redação NSC
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    Perto de completar três anos, o Plano de Mobilidade de Joinville passa por revisão para ampliar o prazo de atendimento de parte das metas determinadas em 2015: não há mais tempo hábil para cumprir prazos, a maioria para 2025 e 2030.

    A alegação da Secretaria de Planejamento Urbano é de novo "momento econômico", com escassez de recursos para investimentos por causa da crise. Ainda que o período fosse de bonança, não seria fácil tirar o plano do papel.

    Em vigor desde março de 2015, o projeto impressiona pela audácia e exatidão numérica das metas. Uma das ousadias, de improvável cumprimento, está no transporte coletivo. O plano é – ou era – elevar a fatia dos ônibus no deslocamento dos joinvilenses dos atuais 25% para 40% até 2030. Como há queda no número de passageiros, se a fração de agora ficasse congelada, já seria um feito. Para chegar lá, foi estipulada a ampliação dos corredores exclusivos para ônibus de 14 para 80 quilômetros até 2030. Tem também o subsídio de 50% do preço da tarifa, a ser concedido em sete anos (hoje não há nem estudo para concessão de benefício pelo município).

    As bicicletas acompanham o entusiasmo, com meta de a modalidade representar 20% dos deslocamentos em Joinville – hoje seriam 11%, já um índice elevado para o país. Os atuais 140 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passariam para

    730 quilômetros até 2025 (essa meta será mantida e não passará pela revisão). O Plano de Mobilidade traz diretrizes para pedestres e transporte por meio de carros e motos.

    O cumprimento das metas chamou a atenção do Ministério Público, com abertura de inquérito civil em junho.

    A 14a Promotoria de Justiça de Joinville remeteu questionário à prefeitura com perguntas sobre as medidas tomadas até agora – e sobre as ações que já deveriam ter saído do papel. O MP continua acompanhando o caso.

    Um dos impactos desse trabalho da promotoria foi levar a prefeitura a revisar as metas do Plano para evitar o risco de descumprimento. Ao apontar a necessidade de revisar parte dos prazos, a Secretaria de Planejamento Urbano elenca ainda ações desencadeadas a partir do Plano de Mobilidade. A adoção das ciclorrotas na área central da sinalização, os maiores investimentos em sinalização e a ampliação dos corredores de ônibus, em especial na Rua Nove de Março (acesso ao terminal central) fazem parte da lista. A montagem de sistema de dados para permitir a simulação de trânsito antes das mexidas é citada como providência fundamental para o planejamento do trânsito. Ainda assim, falta muito do plano a ser atendido, por isso a necessidade de mais prazos.

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