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SERVIÇO PÚBLICO

Saavedra: Servidores de Joinville entram em greve a partir desta segunda-feira

Esta é a sexta vez em oito anos 

01/10/2017 - 16h53 - Atualizada em: 01/10/2017 - 17h18

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Por Redação NSC
Servidores durante greve em junho deste ano na frente da Prefeitura
Servidores durante greve em junho deste ano na frente da Prefeitura
(Foto: )

Pela sexta vez em oito anos, servidores municipais de Joinville entram em greve geral a partir desta segunda-feira. A paralisação com maior duração foi em 2011, com 40 dias. A mais curta foi há quatro meses, de 36 horas. A mobilização a iniciar na segunda-feira é a primeira sem que o reajuste seja a pauta principal: desta vez, a alegação é de suspensão de benefícios como licença-prêmio e abono natalino, entre outros.

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“Desproposital”

Há cobrança por melhorias de condições de trabalho e fim do “assédio moral”. Até descontos por equívocos no ponto estão sendo questionados. A Prefeitura considera a greve “desproposital” e nega assédio moral. Os acordos estariam sendo cumpridos e eventuais situações pontuais poderiam ter sido resolvidas sem a necessidade de greve. Na terça, tem reunião de negociação.

Na mobilização de junho dos servidores por causa do reajuste salarial, todos sabiam que a paralisação acabaria assim que a Prefeitura de Joinville concedesse a inflação. O governo Udo cedeu e a greve só durou 36 horas. Agora, a motivação é outra e o futuro da paralisação a se iniciar na segunda é incerto porque não existe uma demanda tão transversal, que contemple toda a categoria, como o aumento de salários. A pauta atual traz demandas mais setoriais, diluídas.

Para a direção sindical, a pressão indevida sobre servidores seria o principal motivo da insatisfação. “Os servidores têm que assumir as tarefas de quem saiu, se aposentou ou está de licença”, diz o presidente Ulrich Beathalter. Na pauta de reivindicações, está a cobrança de regulamentação da lotação. Na prática, uma proposta para reduzir a chance de transferências de setor, uma ameaça que estaria sendo feita a servidores.

A assessoria do governo Udo considera a greve “despropositada” e nega pressão sobre servidores: eventuais casos pontuais, em um universo de 13 mil funcionários, sempre seriam investigados. Para o Executivo, a transferência de servidores, conforme as demandas de cada setor, é atribuição da gestão. Também é lembrado que o governo já teria recuado em várias situações após alertas do sindicato, sem necessidade de greve.

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