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    Encanto e beleza

    Saiba como foi o segundo dia de desfiles do Carnaval de São Paulo 

    Outras sete escolas passaram pelo Sambódromo do Anhembi entre a noite de sábado e a manhã deste domingo

    26/02/2017 - 01h03 - Atualizada em: 26/02/2017 - 05h17

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    Por Redação NSC

    Pela segunda noite consecutiva, o Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, recebeu o encanto e a beleza de sete escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo.

    Entre a noite de sábado e a manhã deste domingo, grande parte dos enredos fez homenagens ao Brasil: a lugares do país, como Salvador (Unidos do Peruche), Curitiba (Nenê de Vila Matilde) e Nordeste (Dragões da Real); a personagens e personalidades brasileiros de nome Zé (Mancha Verde); e uma das responsáveis por divulgar a cultura do candomblé, Mãe Menininha do Gantois (Vai-Vai). O Anhembi ainda contou a história do banquete (Rosas de Ouro) e transmitiu uma mensagem de paz (Império da Casa Verde).

    Saiba como foi o primeiro dia de desfiles do Carnaval de São Paulo

    Veja como foi o segundo dia de desfiles em SP:

    MANCHA VERDE

    Personagem Zé Carioca foi um dos "Zés" homenageados pela escola
    Personagem Zé Carioca foi um dos "Zés" homenageados pela escola
    (Foto: )

    De volta à elite do samba paulista, a Mancha Verde abriu o segundo dia de desfiles. A escola desfilou os "Zés" do Brasil: do diretor de teatro Zé Celso ao ator José Wilker, passando pelo personagem Zé Carioca e o escritor Monteiro Lobato (cujo nome é José Bento Renato Monteiro Lobato), e até Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), entre outros. A Mancha nasceu como um bloco de torcedores do Palmeiras na década de 1990 e estreou como escola de samba em 2000. Na noite deste sábado, levou para a avenida 3,2 mil componentes e cinco carros.

    Destaques da escola:

    — Pelo 13º ano, Viviane Araújo desfilou na Mancha Verde. Como madrinha de bateria, inovou na fantasia, toda dourada de relicário e com uma longa peruca cacheada, dispensando o tradicional costeiro que as rainhas costumam levar.

    — Os 240 ritmistas foram conduzidos pelo Mestre Maradona que, aos 25 anos, é o mais jovem no "cargo" no Grupo Especial do carnaval de SP.

    — Sem alas coreografadas, a escola apostou nos carros alegóricos, com muitas esculturas que se movimentavam, efeitos de luz e soltando fumaça e papel picado no público.

    UNIDOS DO PERUCHE

    Escola fez ma homenagem a Salvador
    Escola fez ma homenagem a Salvador
    (Foto: )

    Campeã do Grupo de Acesso de 2015 e 12º lugar no Especial do ano passado, levou para o sambódromo pauSlita uma homenagem a Salvador. Com o enredo "A Peruche no maior axé, exalta Salvador, cidade da Bahia, caldeirão de raças, cultura, fé e alegria", a escola mostrou os índios tupinambás, a chegada dos portugueses no litoral do Estado, a cultura, a culinária e as práticas religiosas de Salvador. Baianos famosos foram lembrados do início ao fim do desfile: Dorival Caymmi, Gil, Caetano, Raul Seixas, Claudia Leitte e Ivete Sangalo. Neste ano, foram 2.800 integrantes em 20 alas e cinco carros alegóricos. O desfile teve 62 minutos, três a menos do que o máximo permitido.

    Destaques da escola:

    — Integrantes tiveram dificuldade para empurrar dois carros grandes carros alegóricos para a avenida. Imagens de bastidores mostraram correria e esforço, mas deu certo e a escola terminou o desfile a tempo.

    — O carro abre-alas soltou dois mil balões em forma de pombas brancas no Anhembi, trazendo emoção e mensagem de paz ao Anhembi.

    — A musa fitness Pri Santanna usou uma fantasia minúscula, com detalhes em dourado, para exaltar seus atributos físicos como madrinha de bateria.

    IMPÉRIO DE CASA VERDE

    Carro de abre-alas, com o tigre (símbolo da Império) de asas e a coroa da escola
    Carro de abre-alas, com o tigre (símbolo da Império) de asas e a coroa da escola
    (Foto: )

    Atual campeã, a Império de Casa Verde trouxe para o sambódromo um enredo que fala da paz em uma nova era. Além de falar sobre a chegada de um império de paz ao mundo, a agremiação falou sobre o equilíbrio entre o homem e as forças da natureza. Conhecida por ter carros alegóricos grandiosos, a escola manteve a tradição e desfilou com carros luxuosos. O carro de abre-alas, com o tigre (símbolo da Império) de asas e a coroa da escola, foi composto por três partes, somando 60 metros de comprimento e 15 de altura. Fizeram parte 2,4 mil integrantes entre 19 alas. O desfile durou 64 minutos

    Destaques da escola:

    — Rodrigo e Jéssica, mestre-sala e porta-bandeira principais, passaram mal e precisaram ser socorridos na dispersão. Jéssica foi levada para um ambulância - a roupa dela pesava quase 40 quilos. Suas fantasias representavam anjos.

    — Lívia Andrade, madrinha de bateria da Império de Casa Verde, além de uma bela performance, usou lentes de contato brancas no desfile. Ela disse que tratava-se de "soberania angelical".

    — Como campeã em 2016, foi a própria escola quem escolheu desfilar como a terceira da noite deste sábado.

    DRAGÕES DA REAL

    Fantasias foram feitas com elementos trazidos especialmente do Nordeste, como chapéus da Paraíba
    Fantasias foram feitas com elementos trazidos especialmente do Nordeste, como chapéus da Paraíba
    (Foto: )

    Quarta escola a entrar no sambódromo na madrugada deste domingo, a Dragões da Real apresentou um enredo inspirado na música Asa Branca, de Luiz Gonzaga, para falar do Nordeste. O samba-enredo baseado no clássico da MPB conquistou o público. Fundada no ano 2000, a Dragões teve origem na torcida organizada do São Paulo e é a escola mais nova do Grupo Especial. No ano passado, ficou em 6º lugar. Desfilaram pela escola 2,8 mil componentes em 19 alas e cinco carros. A Dragões terminou o desfile com 63 minutos.

    Destaques da escola:

    — O cantor Fagner abriu o desfile cantando um trecho de Asa Branca, e o ator Chambinho do Acordeon, que interpretou Luiz Gonzaga no cinema, desfilou no carro sobre a cultura nordestina.

    — As fantasias foram feitas com elementos trazidos especialmente do Nordeste, como chapéus da Paraíba e palha de Juazeiro da Bahia.

    — A terceira porta-bandeiras da Dragões da Real, Giulia Guimarães, passou mal e saiu de ambulância do Anhembi. Aparentando estar sentindo dor, a jovem teve a fantasia retirada, enquanto integrantes da escola abanavam o rosto.

    VAI-VAI

    Escola lembrou os 30 anos da morte da mãe de santo
    Escola lembrou os 30 anos da morte da mãe de santo
    (Foto: )

    Escola com mais títulos no carnaval paulistano, a Vai-Vai homenageou Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a Mãe Menininha do Gantois, considerada uma das grandes divulgadoras do candomblé no Brasil e no mundo. A escola lembrou os 30 anos da morte da mãe de santo que viveu em Salvador. O desfile terminou com exatos 65 minutos, tempo máximo permitido.

    Destaques da escola:

    — Figuras reconhecidas participaram do desfile: o capitão do penta e ex-jogador de futebol Cafu, o ator Milton Gonçalves, que fez um discurso emocionante de abertura, e a atual Miss Brasil, Raissa Santana, que desfilou no carro abre-alas, que representou a criação do universo.

    — Faltando cerca de 10 minutos para o fim do desfile, apenas dois dos cinco carros tinham passado pelo portão. A escola apressou o passo e conseguiu passar a tempo, sem perder pontos.

    — O último carro alegórico molhou a pista e gerou reclamações da escola seguinte, a Nenê de Vila Matilde, cujo presidente reclamava de que havia algo gorduroso junto no chão, oferecendo risco. A Nenê só pisou na avenida após uma limpeza e algumas discussões.

    NENÊ DE VILA MATILDE

    (Foto: )

    Depois de muita conversa, o desfile da Nenê de Vila Matilde começou cerca de 40 minutos após o encerramento da Vai-Vai. O atraso ocorreu em função de um vazamento em um dos carros da Vai-Vai, que deixou o piso do sambódromo molhado e escorregadio. Penúltima escola prevista para se apresentar na segunda noite do carnaval paulistano, a Nenê só aceitou desfilar depois que a pista passou por uma limpeza. Uma das escolas mais antigas de São Paulo, o enredo deste ano foi "Ópera de Todos os Povos, Terra de Todas as Gentes, Curitiba de Todos os Sonhos¿ e contou a história e o legado artístico de Curitiba.

    Destaques da escola:

    — Momento importante do desfile, a Nenê levou à avenida um barco representando a chegada dos imigrantes em Curitiba. A alegoria contou com a participação do ex-jogador de vôlei Giba.

    — Em homenagem a capital paranaense, celebridades curitibanas foram lembradas ao longo do desfile da Nenê de Vila Matilde, entre elas, o poeta Paulo Leminski e a youtuber Kéfera Buchmann.

    — Ipês e azaléas ajudaram a compor o tema da ala das baianas. Com uma ala que mostrou corredores de ônibus, o transporte curitibano também foi lembrado na avenida.

    ROSAS DE OURO

    (Foto: )

    Sete vezes campeã do carnaval de São Paulo, a Rosas de Ouro encerrou os desfiles deste sábado. Neste ano, o enredo é ¿Convivium — sente-se à mesa e saboreie¿ e contou a história do banquete, falando sobre o convívio à mesa e importância da refeição em família e com os amigos. O desfile da Rosas também teve atraso. A escola cruzou o Anhembi por volta das 7h, sendo que a previsão era para às 5h.

    Destaques da escola:

    — O último desfile do segundo dia do Carnaval deste ano teve um casamento no sambódromo. Na madrugada deste domingo, a presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, e o gerente comercial Sérgio Correia Ferreira receberam benção de um pai de santo e assinaram uma união estável antes de a escola entrar na avenida.

    — O quinto e último carro do desfile era sobre cozinhar com amor e teve a participação de chefs com síndrome de Down.

    — A escola prestou ainda uma homenagem ao ambulante Luis Carlos Ruas, morto em dezembro de 2016, que tentou defender um morador de rua homossexual.

    *ZERO HORA

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