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Saiba como garantir a qualidade da água dos caminhões-pipa

População deve ficar atenta a perfurações, vazamentos, amassados e ferrugem no caminhão, recomenda a Vigilância Sanitária de Santa Catarina

12/08/2019 - 11h17

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Por Camila Levien
(Foto: )

A Vigilância Sanitária do Estado (DIVS/SC) emitiu um boletim informando cuidados e precauções que devem ser adotados no transporte de água potável. O documento foi motivado pela crise hídrica que está secando as torneiras na Grande Florianópolis desde julho. Os caminhões pipas estão registrando aumentos expressivos na procura para garantir o acesso a água em cidades como Palhoça, São José, Santo Amaro da Imperatriz e Florianópolis.

Na Capital a prefeitura já emitiu estado de alerta e está estudando organizar a distribuição de água com os caminhões. Porém, esta alternativa exige cuidados para assegurar a qualidade da água e evitar contaminação. O documento ressalta que as empresas que prestam o serviço não podem utilizar tanques reaproveitados ou usados ao mesmo tempo para o transporte de quaisquer outros produtos, até água para animais, para jardinagem,construção civil e outros.

O tanque deve ser preferencialmente de aço inox ou revestido de produto anticorrosivo, não tóxico e, quando apresentar pintura, esta deverá ser de tinta própria para alimentos. Já a mangueira e outros dispositivos de introdução e retirada de água devem estar em perfeito estado de conservação, com tampa de borracha de vedação para impedir a entrada de sujeira e insetos.

De olho nos sinais

Para a população a recomendação do órgão é estar atento a detalhes como perfurações, vazamentos, amassados e ferrugem. Todos estes itens não são permitidos no caminhão e podem indicar contaminação da água. O veículo deverá ter a inscrição “ÁGUA POTÁVEL” em suas laterais externas de forma visível, além de informar os dados de endereço e telefone para contato.

Outra atitude importante para certificar-se da qualidade da água é solicitar os controles do cloro residual livre da água transportada. A recomendação do Ministério da Saúde é que a água fornecida contenha um teor mínimo de cloro residual livre de 0,5 mg/L.De acordo com a DIVS/SC o motorista deverá manter em mãos este documento junto do laudo emitido pela empresa fornecedora da água potável e os dados referentes à limpeza de cada veículo com especificação da data de lavagem, produto químico e concentração utilizada.

Além destes cuidados, outra medida que pode ser usada para saber se a empresa que você contratou é segura é fazer contato a Vigilância Sanitária do seu município.Toda empresa fornecedora de água potável precisa ter cadastro no local em que atua.

Contaminação e doenças

A água própria para consumo humano não pode ter gosto, cheiro ou cor que a deixem com um aspecto desagradável. O Ministério da Saúde (MS) pontua que a água contaminada pode causar doenças como gastroenterite, febre tifóide, cólera, giardíase, amebíase, hepatite A, doença diarreica aguda e leptospirose.

A recomendação é que nesse caso a pessoa ferva o líquido por pelo menos 30 minutos e deixe-a esfriar em ambiente trancado ou então aplicar cloro. O MS recomenda duas gotas para cada litro.

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