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Saiba como minimizar os riscos causados pelos agrotóxicos na alimentação

Confira a lista dos efeitos causados pelo produto na saúde e os campeões de contaminação

18/10/2015 - 09h19 - Atualizada em: 23/10/2015 - 10h38

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Por Redação NSC
Pimentão lidera a lista de alimentos mais contaminados
Pimentão lidera a lista de alimentos mais contaminados
(Foto: )

Em meio à luta de algumas entidades para diminuir a quantidade de agrotóxicos nos alimentos, o Diário Catarinense lista os efeitos causados pelo produto na saúde, formas de evitá-los e os campeões de contaminação. Veja abaixo:

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Efeitos à saúde

Mudam de acordo com o tipo de agrotóxico. Os problemas listados são identificados com mais frequência e gravidade nas pessoas expostas diretamente ao produto, como o agricultor e família, e com menos frequência na população que ingere os alimentos em geral. De qualquer maneira, como explica a professora da UFSC Sônia Corina Hess, todos estão expostos aos riscos, principalmente pela possibilidade de ingestão de água contaminada.

Agrotóxicos mais consumidos no Brasil:

Glifosato: é o mais utilizado, representando 43,8% dos agrotóxicos consumidos. Estão relacionados ao glifosato câncer, Alzheimer, má formação congênita, desregulação hormonal e autismo em crianças.

2,4D: é segundo mais utilizado, representando 7% dos agrotóxicos consumidos no país. Na fabricação, há possibilidade de formação de dioxinas, que ficaram conhecidas por fazerem parte do agente laranja, herbicida usado na Guerra do Vietnã. Os danos à saúde humana incluem cânceres; efeitos reprodutivos e no desenvolvimento; deficiência imunológica, diabetes mellitus, níveis de testosterona e do hormônio da tiroide alterados, danos neurológicos em recém-nascidos de mães expostas, incluindo alterações cognitivas e comportamentais e danos ao fígado e à pele.

Paraquate: exposição direta e frequente causa problemas pulmonares, que levam à morte, além de feridas na boca e na traqueia.

Organofosforados: produtores rurais expostos repetidamente a estas substâncias podem apresentar memória prejudicada e perda de concentração, depressão grave e psicose aguda, irritabilidade, confusão, apatia, instabilidade emocional, dificuldades de fala, dor de cabeça, desorientação espacial, reações atrasadas, sonambulismo, sonolência ou insônia.

Saiba como minimizar os riscos à saúde

A professora da UFSC afirma que não há como fugir da ingestão de agrotóxicos nas culturas tratadas. Mesmo lavando frutas e legumes, resquícios do produto permanecem no interior do alimento. Para a pesquisadora, a única recomendação possível é comer somente vegetais orgânicos.

No supermercado:

- O programa de rastreabilidade lançado pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats), que em cada produto disponibiliza um código para ser lido pelo smartphone do consumidor, indicando o caminho que o alimento fez até a chegada às gôndolas, também controla o fornecimento de frutas, legumes e verduras com resíduos de agrotóxicos dentro dos limites estabelecidos pela Anvisa.

- O MP também fiscaliza a rastreabilidade descrita no rótulo do produto.

- Grandes redes de supermercados, com 40 lojas no Estado, comprando de 360 fornecedores catarinenses e 500 de fora, estão no programa. Para comprar um alimento seguro, procure pelas redes: Angeloni, Hippo, Martendal, Santos, Passarela, Della's Fruti, Koch, Giassi, Imperatriz (iniciando implantação), Direto do Campo, Nardelli e Mercado Rosa (iniciando).

Em casa:

- Lave bem os vegetais e frutas com água corrente, até mesmo os que serão descascados

- Dê preferência aos alimentos orgânicos

- Coma sempre vegetais e frutas variados para evitar a exposição contínua e excessiva a um mesmo princípio ativo (os diferentes tipos de plantio exigem agrotóxicos específicos)

- Descarte a folhagem externa de alfaces, repolhos e vegetais semelhantes

- Remova a gordura e as peles das carnes para reduzir a ingestão de resíduos de agrotóxicos que possam ter se acumulado nesses tecidos

Fonte: Ministério da Saúde e professora Sônia Corina Hess, da UFSC

Veja os 10 alimentos campeões em agrotóxicos (por amostras reprovadas)

Pimentão: 91,8%

Morango: 63,4 %

Pepino: 57,4%

Alface: 54,2%

Cenoura: 49,6%

Abacaxi: 32,8%

Beterraba: 32,6%

Couve: 31,9%

Mamão: 34,4%

Tomate: 16,3%

Fonte: Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos da Anvisa

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