A combinação entre artesanato, gastronomia, brechó e atrativos culturais ajuda a manter viva a presença da comunidade em uma das praças mais antigas de Joinville, a Tiradentes, no bairro Floresta. Inaugurada há 42 anos no coração da zona Sul, a praça abriga há três anos a, evento que se tornou ponto de encontro para centenas de famílias joinvilenses e serve como opção de renda para comerciantes, feirantes e clubes de mães do bairro.

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Com data e hora marcadas, a feira acontece em todo terceiro sábado do mês, das 11h às 17h, por meio de uma iniciativa que nasceu em parceria entre o poder público e moradores do Floresta. O objetivo principal do projeto, além de gerar renda, é manter o espaço revitalizado e fazer com que os joinvilenses voltem a utilizá-lo como forma de lazer.

Reformada em 2011, a Tiradentes de hoje pouco lembra a realidade na qual se encontrava na década passada, quando o ambiente era malcuidado, passava sensação de insegurança e servia como ponto de consumo de drogas. Atualmente, ela contém pista de skate, posto policial, calçadas acessíveis para passeios, além de parque infantil e academia ao ar livre.

Outro ganho é a própria feira, mantida pelos comerciantes da redondeza e a Fundação Cultural de Joinville e que chega a reunir cerca de mil pessoas nos sábados em que é promovida. Marizia de Borba, coordenadora do projeto, conta que a aposta para a longevidade do evento está na diversidade das cerca de 36 barracas montadas na praça, além de levar apresentações culturais gratuitas à comunidade.

— A feira funciona no Floresta há três anos e, em algumas edições, já passaram por ela cerca de três mil pessoas. Ajudamos a revitalizar a praça e hoje a feira é uma atração, onde os visitantes aproveitam o dia para comprar artesanatos, roupas, alimentos ou para fazer piqueniques. A cada oportunidade também estamos trazendo apresentações de teatro, música e dança — destaca Marizia.

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Presença comunitária

Cecilia e o marido costumam visitar a Feira do Floresta
Cecilia e o marido costumam visitar a Feira do Floresta (Foto: Maykon Lammerhirt / A Notícia)

É esse incentivo cultural que leva famílias da comunidade e até mesmo de outros bairros a se deslocarem para a pracinha do Floresta nos dias de feira.

— O bairro ganha mais vida com essas interações. Isso exemplifica a importância do incentivo à cultura para mobilizar a comunidade — comentou a visitante Cecilia Mir, que saiu do Centro para a zona Sul junto do marido Samir e da filha Clara, de dois anos, para acompanhar as atrações de uma das edições.

A aposentada Maria de Souza, moradora há 40 anos da região da praça, é participante assídua da feira. Conforme ela, nos sábados em que o evento não acontece, a movimentação de comerciantes e visitantes faz falta.

— Eu aproveito e sempre que posso prestígio, pois a praça foi revitalizada e podemos aproveitar o dia para rever os amigos ou fazer compras. Desde que começou, eu frequento e dificilmente saio sem levar alguma coisa. Me sinto mais segura e sinto falta do movimento quando não tem feira — diz ela.

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De visita em visita, Terezinha de Oliveira viu na Feira do Floresta uma oportunidade de negócio. Moradora do Floresta e ligada ao ramo de alimentação há 17 anos, ela e os filhos se inscreveram no projeto e começaram a vender hambúrgueres e bolachas caseiras na feira no segundo semestre deste ano.

— Eu tinha lanchonete no Bucarein, mas fechou faz dois anos e continuei trabalhando em casa. Passava por aqui como visitante e resolvi participar como vendedora. O retorno é muito bom porque, além de uma oportunidade financeira, é um ambiente que possibilita fazer novas amizades — aponta.

Além de alimentos, o local é rico em artesanato e em roupas. No Brechó das Amigas, montado pelas joinvilenses Rosemari Xavier e Silvana Vicente, por exemplo, são vendidas peças a preço popular. O material é arrecadado por meio de doações e o vestuário mais caro tem custo de R$ 20. Mãe de uma criança especial, Silvana considera a barraca um meio de garantir renda extra para a família, já que ela abdicou do trabalho para cuidar do filho.

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