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Saúde

Saiba como se prevenir contra as hepatites virais

Conheça as formas de transmissão, os sintomas e os tratamentos disponíveis para esta doença silenciosa

27/07/2018 - 12h00

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Por Redação NSC
Até mesmo um alicate de unha pode ser um meio de transmissão de hepatite, caso tenha sangue contaminado
Até mesmo um alicate de unha pode ser um meio de transmissão de hepatite, caso tenha sangue contaminado
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Nas últimas duas décadas, Joinville teve 1.437 pessoas que tiveram contato ou desenvolveram o vírus da hepatite C, com o registro de 39 mortes neste período. Os dados são do Ministério da Saúde, que considera a inflamação um grave problema de saúde pública no país. No ano passado, mais de um milhão de pessoas tiveram contato com o vírus e o Governo Federal decidiu lançar um plano para erradica-la até 2030.

A ideia é simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento às hepatites virais. Ele foi lançado no início do mês e vai definir as populações prioritárias para tratamento, além de avaliar a utilização de novas tecnologias. Todas as hepatites têm tratamento gratuito disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hepatite é uma inflamação no fígado e pode ser dividida nos tipos A, B, C, D e E, mas os três primeiros são os mais comuns. Em Joinville, foram 44 casos e duas mortes por hepatite A, 1.634 casos e 29 óbitos por hepatite B e nove casos e duas mortes do tipo D ao longo das duas últimas décadas.

IMPORTÂNCIA DA ESTERILIZAÇÃO

O vírus pode ser contraído, de acordo com cada subdivisão, por meio de relações sexuais, transmissão sanguínea, uso de drogas injetáveis ou via fecal-oral em casos de condições precárias de saneamento básico, água, higiene pessoal e dos alimentos. Até mesmo um alicate de unha pode ser um meio de transmissão, caso tenha sangue contaminado. Por isso, a importância da esterilização dos materiais utilizados.

Segundo a infectologista Valéria Slowik da Silveira, algumas hepatites podem não apresentar sintomas que chamem a atenção do paciente, o que reforça a importância em fazer exames de rotina. Por outro lado, ela pode se manifestar por dor de barriga, vômito ou pele amarelada.

-Assim que a pessoa descobrir que tem hepatite é recomendável que procure o serviço de saúde, onde há tratamento.

Ela salienta ainda que a falta de tratamento pode causar complicações para a pessoa infectada com o vírus. Ele pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado, por exemplo, levando à uma falência do órgão.

"Se não houver o tratamento adequado existem chances consideráveis do vírus ficar latente e a inflamação virar crônica "complementa Valéria.

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Para prevenir os diversos tipos da doença há oferta gratuita de vacinas para os tipos A (crianças pelo SUS e adultos apenas em clínicas particulares) e B. Para o tipo C ainda não há vacinas disponibilizadas para a população.

TIPOS MAIS COMUNS DA DOENÇA

HEPATITE A

Transmissão: fecal-oral, por contato entre pessoas ou pela água e alimentos contaminados pelo vírus.

Sintomas: não apresenta. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. As hepatites virais são doenças silenciosas

Tratamento: após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno. Causa insuficiência hepática aguda grave. Fulminante em menos de 1% dos casos.

Prevenção: entre as mais comuns, cuidados em lavar bem as mãos e alimentos. Adotar medidas de higiene.

HEPATITE B

Transmissão: relações sexuais; de mãe infectada para o filho durante a gestação, parto ou amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas, higiene pessoal ou confecção de tatuagem e colocação de piercing; transfusão de sangue contaminado.

Sintomas: a maioria dos casos não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.

Tratamento: o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se cortar o consumo de bebidas alcoólicas por um período mínimo de seis meses, além de tomar remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.

Prevenção: é indicado a adesão as três doses da vacina, além de imprescindível o uso de preservativo nas relações sexuais. Também não compartilhe objetos de uso pessoal, por exemplo, lâminas de barbear e depilar.

HEPATITE C

Transmissão: transfusão de sangue; compartilhamento de material para uso de drogas, higiene pessoal ou confecção de tatuagem e colocação de piercings; da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara); e sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.

Sintomas: o surgimento de sintomas é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite.

Tratamento: depende do vírus e do comprometimento do fígado. É necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames molecular.

Prevenção: como não existe vacina contra a hepatite C, a melhor forma de evitar a doença é prevenindo-a. Não compartilhando objetos de uso pessoal, além de seringas e instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injetáveis/inaláveis. Priorize o uso de instrumentos próprios de manicure/pedicure ou a correta esterilização desses materiais pelos estabelecimentos de estéticas e profissionais autônomos, que incluem o uso de autoclave.

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