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H1N1

Santa Catarina registra 21 mortes por gripe A

Nesta quarta-feira, morreram um homem de Blumenau e uma mulher de Itapema

13/06/2012 - 18h15 - Atualizada em: 14/06/2012 - 07h13

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Por Redação NSC
Ainda que a vacina seja importante, Faria relembra que a prevenção, com a chamada etiqueta da tosse e outros cuidados, evitam a circulação do vírus
Ainda que a vacina seja importante, Faria relembra que a prevenção, com a chamada etiqueta da tosse e outros cuidados, evitam a circulação do vírus
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Chega a 21 o número de mortes por gripe A em Santa Catarina e a mais de 270 os casos confirmados da doença. Com esses números, o Estado concentra 88% dos casos na região Sul do País. Só nesta quarta-feira, foram duas vítimas: um homem de 29 anos que morreu no hospital Santo Antônio, em Blumenau, e uma mulher de 56 anos, natural de Itapema, que faleceu no hospital Nereu Ramos, em Florianópolis.

Homens entre 29 e 50 anos. Este é o perfil da maioria das vítimas de gripe A em Santa Catarina, que morreram entre começo de maio e esta quarta. Novas doses da vacina devem ser enviadas pelo Ministério da Saúde ao Estado, mas para um grupo restrito e ainda não definido.

Para o diretor da Vigilância Epidemiológica, Fábio Gaudenzi de Faria, a situação deixa todos em alerta. Ele confirma que há uma circulação intensa de H1N1 no Estado, mas que o retorno do vírus já havia sido detectado pelo Ministério da Saúde em abril.

- Foi quando começamos a identificar os casos e tivemos o primeiro óbito em Itajaí (em maio). A gente fala alerta e não preocupado, porque é um fenômeno que acontece todos os ano: o aumento dos vírus no inverno - observa.

Jovem adulto é o mais afetado

O fato de a maioria das vítimas serem jovens adultos também não surpreende o diretor. De acordo com Faria, desde 2009, quando houve a pandemia de gripe A, já se sabe que o vírus causa mais doença no jovem adulto. Este grupo não pertencia ao público-alvo da última campanha de vacinação, do Ministério da Saúde, que terminou em 1º de junho. Ela foi voltada a idosos, crianças entre 6 meses e dois anos e mulheres grávidas. Pessoas com doenças crônicas também podiam receber a dose.

Faria, que também é médico, explica que jovens adultos não foram incluídos na campanha, porque ela é voltada também para outros tipos de gripe, como a sazonal.

- Quando pensamos em gripe de maneira geral, os mais atingidos são crianças pequenas e idosos. Já a ampla campanha de vacinação que teve em 2010 e foi voltada especificamente para o vírus de H1N1 contemplava jovens adultos. Esta última foi uma vacina triviral - explica.

Diante do cenário, novas doses serão enviadas pelo Ministério da Saúde, mas o diretor já adianta que não será em grandes quantidades. Por isso, ele não consegue adiantar quais grupos serão vacinados.

- Para vacinar todos os adultos jovens seriam necessárias mais de 2 milhões de doses para SC, o que é impossível de se conseguir num período tão curto. O Ministério da Saúde já se colocou à disposição para encaminahar um quantitativo que não sabemos qual é. Se a gente conseguir proteger as pessoas com fator de risco, que são as doenças crônica, já seria de grande ajuda - ressalta.

Ainda que a vacina seja importante, Faria relembra que a prevenção, com a chamada etiqueta da tosse e outros cuidados, evitam a circulação do vírus. Uma campanha da Secretaria de Estado da Saúde relembrando essas medidas deve ser veiculada na mídia até o final da semana.

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