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    Santa Catarina se mantém como 3º Estado mais competitivo no país

    Estado só não ocupa 2ª posição porque Paraná sai na frente em segurança pública, quesito que tem o maior peso na composição da nota geral

    19/09/2016 - 17h24 - Atualizada em: 19/09/2016 - 18h29

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    Por Redação NSC

    Santa Catarina registrou redução na sua nota de competitividade neste ano - de 77,3 para 74,3 -, mas permanece como o terceiro Estado mais competitivo do país, atrás de São Paulo (88,9) e Paraná (76,9).

    O Estado só não arranca o segundo lugar porque o Paraná o supera em segurança pública, fator que tem o maior peso na índice e no qual os paranaenses têm a melhor nota no país. Entretanto, SC não está mal em segurança na comparação com outras unidades da federação: é a terceira melhor.

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    O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Economist Intelligence Unit e com a Consultoria Tendências. O estudo considera 65 indicadores, agrupados em 10 pilares.

    Na edição deste ano, os itens econômicos, como solidez fiscal e potencial de mercado, foram os que mais impactaram tanto no crescimento quanto na queda de indicadores entre os Estados.

    Foi o caso de SC. Em solidez fiscal, saiu de 93,2 para 64,5 e com isso foi da 7ª para a 10ª posição no país nesse indicador, que leva em conta a capacidade do governo em gerir receitas e despesas e também a oferta e a qualidade dos serviços públicos.

    A nota catarinense nesse pilar caiu por três itens: autonomia fiscal, sucesso da execução orçamentária, e, principalmente, resultado primário, sendo que neste último caso o Estado ocupa a 19ª posição no país. Segundo o economista Fábio Klein, da Consultoria Tendências, é possível afirmar que a gestão fiscal do Estado teve grande peso na queda da nota geral.

    — Se analisarmos o resultado primário (receitas menos despesas) de Santa Catarina, ele foi 0,05% do PIB no ano passado, fechou no azul, mas quase zerado. Enquanto a média no país foi de 0,6% do PIB - explica Klein.

    "Mais governança, menos governo"

    Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc),Glauco José Côrte, a melhora da competitividade depende justamente da maior eficiência do setor público.

    — A administração pública precisa melhorar a entrega que faz à sociedade. Existe um esforço do governo, nós reconhecemos, mas é insuficiente. O setor privado, a indústria, está fazendo sua parte, cortando despesas, buscando alternativas. O setor público tem que avançar. Temos um bom Estado, com indicadores sociais bons, mas precisamos de mais governança e menos governo - diz Côrte.

    Uma outra demanda da federação para o aumento da competitividade no Estado é a logística. O pleito de Fiesc é por mais concessões nessa área. Este, inclusive, será o tema de uma reunião já agendada com o Ministro Moreira Franco para o final deste mês.

    Outro pilar no qual o Estado apresentou resultado ruim foi potencial de mercado, que leva em conta elementos como a taxa de crescimento do PIB e da força de trabalho. Nesse quesito, SC é o 19ª colocado no Brasil.

    Indicadores sociais têm destaque

    Como já aconteceu em 2015, Santa Catarina lidera em sustentabilidade social no Brasil. Esse índice mede o sucesso dos entes estaduais em contribuir para reduzir vulnerabilidades, e leva em conta dados como IDH, acesso a água e esgoto, previdência e mortalidade infantil.

    O Estado também foi bem e inclusive ganhou posições nos pilares de sustentabilidade ambiental (subiu seis degraus) - principalmente pela melhora no item destinação do lixo - e em educação (subiu uma posição) em relação ao ranking de 2015. Com isso, ultrapassou o Paraná, e foi da 4ª para 3ª posição em educação, atrás de São Paulo e Minas Gerais. A nota melhor no Enem e a menor taxa de abandono do Ensino Médio contribuíram para isso.

    Segurança pública é entrave nacional

    O estudo identificou que segurança pública é o maior gargalo do Brasil, principalmente quando comparado a parâmetros internacionais. Em seguida, as deficiências se concentram em infraestrutura e sustentabilidade social. Tais quesitos receberam maior peso na avaliação de competitividade, já que são considerados prioritários.

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