nsc
dc

Economia

SC liderou geração de emprego no Brasil em 2017

Puxado por indústria, Estado criou 29 mil vagas após dois anos de saldos negativos

26/01/2018 - 09h07 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h22

Compartilhe

Por Redação NSC

Não é que a economia esteja pujante, mas há sinais de que, pouco a pouco, caminha-se no sentido da recuperação. Com atividade econômica diversificada, SC vem retomando o crescimento mais rapidamente que outros Estados. Prova disso é que foi o que mais gerou empregos em 2017, saldo de 29.441 postos de trabalho formais, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho.

SC foi na contramão do Brasil, que fechou 20,8 mil vagas, e o cenário catarinense foi muito melhor que nos anos anteriores. Em 2016 o Estado fechou 32,7 mil postos, e em 2015 bateu recorde negativo ao encerrar 58,6 mil. No entanto, o resultado de 2017 ainda é tímido comparado com os anos pré-crise. Para se ter uma ideia, o saldo do ano passado foi o terceiro pior da série histórica do Caged, que começa em 2002. Em 2014, que esteve longe de ter um grande saldo, SC criou 53 mil postos.

— O ambiente de negócios em SC se manteve bastante propício, favorecendo o emprego, sem elevação de impostos, por exemplo, como aconteceu em outros Estados. Mesmo assim, não foi o suficiente para recuperar os resultados negativos dos outros anos, ainda há bastante capacidade ociosa. - diz o economista da Fecomércio SC, Luciano Córdova.

Ao longo de todo o ano passado, a alta foi puxada pela indústria que, de janeiro a dezembro gerou 12,4 mil vagas. A seguir aparecem os serviços, com 11,1 mil e comércio, com 8,7 mil. Foi um contexto diferente do observado em nível nacional, no qual a indústria teve a segunda maior redução entre os setores (-19,9 mil), atrás apenas da construção civil (-104 mil). O comércio foi o líder em criação de empregos no Brasil em 2017 ao gerar 40 mil vagas.

Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, o modelo do setor industrial no Estado é o que faz a diferença:

— Temos a indústria mais diversificada do país e mais desconcentrada, espalhada por todo o Estado, então isso nos dá um equilíbrio, a nossa dependência de alguns setores é menor que de outros Estados - avalia Côrte.

Dentre as unidades da federação que tiveram redução no número de vagas formais, os líderes foram Rio de Janeiro (-92.192 postos), Alagoas (-8.255 postos) e Rio Grande do Sul (-8.173 postos). Do lado oposto, entre asque mais geraram empregos, depois de SC aparecem Goiás (25.370 postos) e Minas Gerais (24.296 postos).

Em dezembro, foram fechadas 22,2 mil vagas em SC. O saldo negativo é comum no mês devido à sazonalidade: há término de contratos temporários de trabalho para o comércio e dispensas da indústria, que já entregou as encomendas do Natal. Segundo Córdova, mesmo em um mês tradicionalmente negativo, o Estado se saiu bem, já que em 2014, antes da crise, o saldo desse período foi de menos 36 mil vagas.

Leia também:

Florianópolis teve pior saldo de empregos do Estado e um dos piores do país em 2017

Ainda sem recuperar perdas, Joinville fecha ano como líder no emprego no País

Colunistas