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Desenvolvimento

SC sobe para segundo lugar em ranking de competitividade 

Estado viu sua nota subir de 74,3 para 77,2 e ultrapassou o Paraná

20/09/2017 - 07h10 - Atualizada em: 20/09/2017 - 12h36

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Por Redação NSC

Santa Catarina avançou uma posição no ranking de competitividade dos Estados e passou para o segundo lugar nacional, tomando a posição que era do Paraná até o ano passado. Em números absolutos, em uma escala que vai de 0 a 100, a nota de SC aumentou de 74,3 para 77,2 e ficou atrás apenas dos 87,8 alcançados por São Paulo. No geral, apenas nove Estados tiveram notas maiores em 2017, e a média nacional ficou em 47,9.

Entre os dez pilares que compõem o ranking, Santa Catarina lidera em dois: Segurança Pública e Sustentabilidade Social, ambos com a nota máxima. O Estado melhorou a nota em cinco quesitos (Segurança Pública, Infraestrutura, Capital Humano, Potencial de Mercado e Solidez Fiscal), perdeu pontos em quatro (Educação, Sustentabilidade Ambiental, Inovação e Eficiência da Máquina Pública) e se manteve estável em apenas um Sustentabilidade Social.

Além de Santa Catarina, apenas Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Acre, Rondônia, Alagoas e Distrito Federal tiveram notas melhores na comparação com o ano anterior. O estudo é desenvolvido anualmente, desde 2011, pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em conjunto com a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Unit.

Nos últimos anos, SC tem escalado posições no ranking. Em 2011, era o sétimo colocado; nos dois anos seguintes, ficou na sexta colocação. Em 2014, estava no quinto lugar; já em 2015 e 2016, ocupou a terceira posição. Ainda na manhã desta quarta-feira, o Estado também foi levou o Prêmio Excelência em Competitividade na categoria Destaque Internacional, por conta da destacada presença no mercado externo.

Presente no evento de divulgação dos dados em São Paulo, o governador Raimundo Colombo comemorou a ascensão do Estado e disse que o levantamento é importante, pois traz um efeito comparativo entre os estados brasileiros e mostra uma posição privilegiada de Santa Catarina.

— É um reconhecimento para a luta de todos os catarinenses. Estamos muito felizes com esse resultado. Diante de uma crise tão grande, é bom ver a nossa superação — disse o governador.

Colombo acrescentou ainda que acredita em um ano de 2018 bastante positivo na economia, pois os índices brasileiros também começam a apresentar melhor. Em relação aos indicadores que tiveram queda no Estado, ele comentou que será feito um diagnóstico completo e que vai "trabalhar muito" para melhorá-los. No longo prazo, o objetivo é alcançar São Paulo:

— Falta um posto. Estamos em segundo e queremos ficar em primeiro.

Economista aposta em "ciclo virtuoso"

A notícia do bom desempenho catarinense também foi celebrada no meio econômico. Para a professora Janypher Marcela Inácio, do Curso de Administração da Univali, a melhora veio em um momento providencial, já que a economia brasileira começa a dar sinais de retomada e é provável que os investimentos se intensifiquem já no próximo ano.

— É importante que o Estado apareça bem. Esse é um índice importante para o mercado internacional, que tende a escolher mercados mais competitivos — opina a professora.

Janypher diz também que o fato de Santa Catarina ter uma economia diversificada e diferenças sócio-econômicas relativamente pequenas entre as suas macrorregiões. Com o aumento da produtividade, ela aposta no que os economistas chamam de um "ciclo virtuoso":

—É uma melhora que gera outras melhorias futuras.

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