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    SC tem maior proporção de domicílios com segurança alimentar do país, diz IBGE

    Conceito envolve garantia de amplo acesso à alimentação; Estado ainda tem 2% das moradias com quadro de privação grave de alimentos

    18/09/2020 - 11h49

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    Por Jean Laurindo
    Pesquisa do IBGE aponta índice de acesso a alimentos nos domicílios do país
    Pesquisa do IBGE aponta índice de acesso a alimentos nos domicílios do país
    (Foto: )

    Santa Catarina é o Estado com maior proporção de domicílios com segurança alimentar do país. O resultado foi apresentado na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018, divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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    SC registrou 86,9% do total de domicílios com segurança alimentar entre 2017 e 2018. A proporção foi a maior do país e superou a média nacional, que foi de 63,3%.

    O percentual representa que 2,19 milhões de moradias catarinenses têm segurança alimentar, em um universo de 2,52 milhões de domicílios totais.

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    O conceito de segurança alimentar é quando os moradores do domicílio têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.

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    SC tem 2% de moradias com privação grave de alimentos

    As proporções de domicílios com insegurança alimentar leve (9%), moderada (2,1%) e grave (2%) em Santa Catarina foram as menores entre os 27 estados. Em números, são 227 mil domicílios com insegurança alimentar leve, 54 mil com insegurança alimentar moderada e 50 mil com insegurança alimentar grave.

    Insegurança alimentar leve é quando há preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro e a adoção de estratégias que comprometem a qualidade para assegurar sua quantidade, de acordo com o IBGE.

    Já a insegurança alimentar moderada ocorre quando há redução quantitativa de alimentos no domicílio, com a ruptura dos padrões de alimentação pela falta de alimentos entre os adultos.

    Por fim, a insegurança alimentar grave é quando a ruptura no padrão de alimentação atinge todos os moradores, com a redução quantitativa de alimentos também entre as crianças. Nesse caso, a fome é uma situação que passa a ser vivenciada pelos moradores.

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    No Brasil, a proporção de domicílios com insegurança alimentar leve (24%), moderada (8,1%) e grave (4,6%) foi bem maior do que os índices catarinenses.

    Na análise nacional, a região Sul (79,3%) teve o maior percentual de domicílios com segurança alimentar entre as cinco regiões do país. O Sul ficou à frente do Sudeste (68,8%), Centro-Oeste (64,8%), Nordeste (49,7%) e Norte (43%).

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    Análise por moradores também mostra maior índice do país

    A pesquisa também traz dados por números de moradores em situação de segurança alimentar, além dos dados por domicílios.

    Nessa análise, SC tinha 84,6% dos habitantes residindo em domicílios com segurança alimentar, entre 2017 e 2018.

    O percentual representa 5,94 milhões de pessoas em moradias onde há segurança alimentar, de um total de 7,02 milhões catarinenses.

    A proporção foi a maior entre as 27 unidades da federação e bastante acima da média nacional (59%).

    * Com informações da assessoria de imprensa do IBGE

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