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SC tem primeiro sequestro do mundo com resgate em moeda virtual

Vítima foi salva no fim de semana, em São Paulo, pela Polícia Civil catarinense. Nenhum valor foi pago.

02/05/2017 - 09h43 - Atualizada em: 02/05/2017 - 11h30

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Por Redação CBN Diário

O primeiro caso de extorsão de moeda virtual mediante sequestro do mundo aconteceu em Santa Catarina. A conclusão é da Polícia Civil do Estado, que no fim de semana resgatou a vítima do cativeiro, localizado no bairro Cangaíba, na Zona Leste de São Paulo. A mulher de 32 anos é esposa do dono de uma das maiores casas de câmbio de bitcoins da América Latina, que mora em Florianópolis e onde a empresa funciona. O nome é dado às moedas que não existem no mundo real, mas valem grandes quantias e podem ser trocadas por dinheiro em espécie.

Os policiais e os próprios criminosos desconheciam o sistema de funcionamento das criptomoedas. Os dois tipos pedidos, chamados de ZCash e Monero, somariam mais de R$ 115 milhões - um valor impagável, segundo o empresário e marido da vítima, Rocelo Lopes.

"Eles não sabiam do que se tratava e da dimensão do pedido em reais. Durante um dia todo, no mundo inteiro, a movimentação não ultrapassa os R$ 2 milhões. Eu nem teria dinheiro para comprar isso tudo, a margem de lucro é baixa porque é um mercado muito difícil", explica.

Os policiais acreditam que os criminosos tenham escolhido pedir o resgate dessa forma para dificultar as investigações. Como quaisquer transações feitas por meio dos bitcoins são completamente sigilosas e rápidas, torna-se impossível rastreá-las. Além disso, de posse dos códigos, seria muito fácil trocá-los por dinheiro em qualquer país do mundo. As operações de câmbio acontecem em vários lugares do planeta, inclusive no Brasil.

Durante a operação de resgate, no sábado, os policiais civis catarinenses conseguiram prender o responsável pelo cativeiro. Edmar Rodrigues Lourenço, de 34 anos, era natural do Ceará e está preso em São Paulo. Além dele, o delegado Anselmo Cruz, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), afirma que outras 20 pessoas podem estar envolvidas - e não descarta a facilitação do crime por pessoas próximas ao empresário, o que será comprovado no decorrer das investigações.

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