A operação limpa pátios em Joinville teve a segunda etapa realizada na quarta-feira (22), em terreno localizado no Bairro Santo Antônio. O objetivo dessa ação é eliminar possíveis focos da dengue no local, já que muitos dos veículos estão parados há 20 anos no espaço. A partir de agora, os carros só poderão permanecer durante 120 dias nos pátios antes de serem leiloados.

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Conforme Kennedy Nunes, presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Estado de Santa Catarina (Detran), o espaço servia como um grande criadouro de dengue.

— Tinha carro há mais de 20 anos parado. Então, isso é um grande serviço que nós estamos fazendo dentro do decreto emergencial que o governo do estado publicou, nós estamos fazendo dessa forma e com certeza já ultrapassamos 22 mil veículos e tem 40 pátios na fila esperando para a gente fazer — explica o presidente.

Veja fotos da ação em Joinville:

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Para reduzir o tempo de permanência dos carros nos pátios, um novo acordo foi fechado junto ao Tribunal de Justiça. Os carros com restrições judiciais ficaram no pátio por até 120 dias. Após isso, aqueles que ainda estiverem em condição de uso, serão leiloados.

— Paga-se a despesa do pátio, dos impostos e o dinheiro que sobra vai ser colocado numa conta vinculada ao processo, que vai ficar lá rendendo enquanto a justiça não decidir. Quando for decidido, o cidadão, ao invés de pegar um ferro velho, vai ter um ganho para que ele possa fazer o uso do dinheiro e não mais de uma sucata — explica Nunes.

Veículos amassados são reutilizados no mercado

Na primeira etapa do processo, mais de 1.300 veículos foram amassados em Joinville. O objetivo desta segunda etapa é que sejam amassados mais 500 automóveis. Depois desse processo, os equipamentos são reutilizados em diferentes processos.

— O veículo é amassado e vai para a empresa que trabalha neste serviço de reciclagem. Lá eles tiram o óleo do motor, o fluido do freio, por conta do cuidado ambiental. Depois o motor é arrancado e vai para um destino, que muitas vezes vai para a própria fundição Tupy para derreter e fazer outros blocos de motores. E o restante dos veículos, eles são todos picados, colocados em contêineres e vendidos — explica Nunes.

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