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Ser casado pode ajudar a prolongar a vida de pacientes com câncer

Estudo feito com 800 mil pessoas com a doença mostrou que os solteiros vivem menos do que os que contam com apoio social

14/04/2016 - 05h00

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Por Redação NSC
(Foto: )

Uma nova pesquisa descobriu uma ligação entre ser casado e viver mais entre pacientes com câncer. Publicado na revista da American Cancer Society, os resultados têm implicações importantes para a saúde pública, dado o envelhecimento da população.

De acordo com os especialistas, pacientes com câncer solteiros tinham taxas de mortalidade mais elevadas do que os casados. Para a análise, os pesquisadores avaliaram informações de cerca de 800 mil voluntários adultos, diagnosticados com câncer entre 2000 e 2009. A equipe liderada pelas professoras Scarlett Lin Gomez, do Instituto de Prevenção ao Câncer da Califórnia, e María Elena Martínez, da Universidade da Califórnia, manteve contato com os pacientes até 2012.

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Elas descobriram que pacientes solteiros tinham taxas de mortalidade mais elevadas do que os casados.Entre os participantes homens, a taxa de mortalidade foi 27% maior entre os solteiros em comparação com aqueles que eram casados. Entre as mulheres, a taxa foi 19% maior entre as solteiras. Esses padrões foram minimamente explicados por mais recursos econômicos entre os pacientes casados, incluindo dispor de seguro de saúde privado e viver em bairros com melhor status socioeconômico.

– Nosso estudo fornece evidência para o apoio social como um fator-chave – disse Scarlett.

Os resultados indicam, de acordo com as especialistas, que os médicos e outros profissionais de saúde que tratam de pacientes solteiros com câncer devem perguntar se há alguém dentro de sua rede social disponível para ajudá-los fisicamente e emocionalmente.

– A investigação é necessária para entender as razões específicas por trás dessas associações para que os pacientes não casados futuros possam receber intervenções que aumentem suas chances de sobrevivência – disse Martinez.

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