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Greve

Servidores de Blumenau rejeitam proposta do governo municipal e greve continua

Por unanimidade, a categoria decidiu por dar continuidade na paralisação e pediu por uma nova mesa de negociação

18/06/2019 - 15h50

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Redação
Por Redação Santa
A decisão de parar os trabalhos foi tomada no dia 30 de maio, em assembleia do Sintraseb
(Foto: )

Os trabalhadores do serviço público de Blumenau rejeitaram em assembleia na tarde desta terça-feira a proposta do governo municipal relacionado à reposição da inflação nos salários da categoria. A proposta previa pagamento de 1% do INPC em dezembro e o restante, 4,07%, em janeiro.

Por unanimidade, a assembleia da categoria decidiu por dar continuidade na paralisação e pediram por uma nova mesa de negociação.

– Queremos uma nova mesa de negociação e pessoalmente, não por meio de ofício – afirmou o coordenador do Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb), Sérgio Bernardo.

O representante afirmou também que o sindicato tem uma nova proposta para a prefeitura, mas não deu detalhes. Ainda na votação, o coordenador do Sintraseb perguntou aos trabalhadores se alguém queria defender a proposta do governo municipal, mas ninguém se manifestou.

A proposta apresentada pelo governo também se comprometia também a atualizar integralmente o vale-alimentação a partir da folha de pagamento de julho. Antes, o poder público alegava que só teria condições de bancar esses aumentos em 2020. O sindicato afirmou também que a iniciativa não contempla os trabalhadores de contratos temporários.

Relembre o caso

A principal exigência da categoria é que o salário tenha reposição da inflação, de 5,07%, com pagamento retroativo para a folha de pagamento de maio, mês de vencimento da data-base. No início da greve, a prefeitura afirmava não ter como fazer nenhum reajuste de imediato, mantendo a proposta de fazer o pagamento em janeiro de 2020.

A decisão de parar os trabalhos foi tomada no dia 30 de maio, em assembleia do Sintraseb. Desde o dia 4 de junho a categoria está em greve, com alguns serviços públicos afetados pela adesão dos trabalhadores.

De acordo com o coordenador do sindicato, Sérgio Bernardo, neste ano estão sendo feitos atos descentralizados, com mobilização em vários locais, fazendo diálogo com a comunidade para explicar os motivos da greve.

Segundo a prefeitura, a prioridade é manter o pagamento de salários em dia. O reajuste integral de 5,07% a partir de maio representaria um aumento de R$ 25,3 milhões no fluxo de caixa do município até o final deste ano. A administração municipal alega que não possui margem financeira para este impacto.

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