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    Sete presos já morreram desde o início do ano em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis

    O último caso ocorreu nesta quarta, quando um detento foi assassinado com um espeto

    13/04/2011 - 18h36

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    Por Redação NSC
    A Penitenciária de São Pedro é de segurança máxima e abriga mais de mil presos considerados de maior periculosidade do Estado
    A Penitenciária de São Pedro é de segurança máxima e abriga mais de mil presos considerados de maior periculosidade do Estado
    (Foto: )

    O assassinato de um detento na madrugada desta quarta-feira, na penitenciária de São Pedro de Alcântara, foi a sétima morte registrada na instituição desde o início do ano. Fernando Ribeiro, 34 anos, foi assassinado por golpes de espeto. O autor do crime, segundo informações da diretoria da unidade prisional, seria Tiago José Simas, de 26 anos, companheiro de cela da vítima.

    Tiago teria confessado o crime e contado que assassinou Fernando para defender-se, pois este o teria agredido. A arma usada foi uma haste de aço, retirada de dentro do ventilador, segundo informações da direção da penitenciária. No momento do assassinato, outros três detentos ocupavam a cela.

    Fernando tinha nove anos e 11 meses de condenação por furto e roubo, e Tiago cumpria pena de seis anos e 8 meses por roubo e crime de trânsito. Segundo Alves, o detento assassinado teria ligação com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). O caso será investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de São José.

    Suicídio

    Outro detento foi encontrado morto na peniteniciária de São Pedro de Alcântara, no pavilhão 3, na madrugada da última terça-feira. Diógenes Rafael Vieira, conhecido como Mato Grosso, de 28 anos, morreu enforcado com um lençol em sua cela, que era dividida com mais cinco presos.

    Com 40 anos e 4 meses de condenação, Diógenes estava em São Pedro de Alcântara havia apenas seis dias, transferido de Criciúma. Ele já havia passado também por presídios em Mato Grosso e Balneário Camboriú. De acordo com informações da direção da penitenciária, o detento já havia tido envolvimento com o PGC.

    Outras mortes

    Fernando Eduardo Pinheiro, de 31 anos, foi encontrado morto na manhã do dia 21 de fevereiro. De acordo com a assessoria do Departamento de Administração Prisional (Deap), o detento teria sido eletrocutado.

    Nove dias antes, Erivan Pereira da Silva morreu em sua cela, aparentemente de causas naturais; e Edson Vieira Sarnento, 36 anos, foi assassinado por outro preso após se envolver em uma briga.

    No dia 8 de fevereiro, Edson do Nascimento Onofre, de 36 anos, foi encontrado morto embaixo de uma escada na penitenciária. Os presos o teriam matado porque supostamente ele teria denunciado um plano de fuga. Japa seria um dos líderes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

    Já o primeiro detento a morrer na penitenciária neste ano foi Alexandre Pinheiro Lima, 32 anos, assassinado a facadas por um colega de cela.

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