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Negociação salarial

Sindicato não descarta novas paralisações no transporte coletivo de Blumenau

Anúncio foi feito em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, na sede do Sindetranscol

05/12/2018 - 10h56 - Atualizada em: 05/12/2018 - 12h17

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Adriano
Por Adriano Lins
(Foto: )

O Sindetranscol convocou uma coletiva de imprensa na sede do sindicato no bairro Garcia, por volta das 10h da manhã desta quarta-feira. O encontrou teve o objetivo de explicar os motivos da paralisação que pegou de surpresa os usuários do transporte público em Blumenau nas primeiras horas de hoje.

Na coletiva os representantes dos trabalhadores da categoria qualificaram como tranquila a paralisação e disseram que o objetivo era fazê-la em um horário que não afetasse tanto a população de Blumenau.

– Não é praxe do sindicato fazer paralisação sem anúncio. Essa manifestação foi uma reposta imediata diante do desrespeito da empresa com nós trabalhadores – afirma o assessor do sindicato, Ricardo Freitas.

O Sindetranscol afirma que não existe decisão de greve, mas novas paralisações parciais durante o dia não estão descartadas. A decisão será tomada após consulta aos trabalhadores da categoria durante o dia. Segundo o sindicato será informada com a maior antecedência possível.

O presidente do Sindetranscol, Pradelino Moreira da Silva afirma que não há até o momento nenhuma agenda de negociação com a empresa.

– Estamos abertos para conversar e queremos buscar uma solução que seja boa para os trabalhadores, desde que haja um aumento real. Se for aberta negociação por parte da empresa, não teremos motivo pra paralisação – completa.

Blumob e prefeito também se manifestaram

A empresa Blumob emitiu uma nota se posicionando sobre a paralisação logo após o retorno das atividades por parte dos trabalhadores. A concessionária do transporte coletivo em Blumenau aponta que a suspensão do serviço sem qualquer comunicação prévia à empresa e usuários, desrespeitou a lei federal 7.783, que dispõe sobre o exercício do direito de greve.

De acordo com o Sindetranscol, no ano passado a empresa também fez este questionamento ao Tribunal Regional do Trabalho e, à época, o desembargador que cuidou do caso no processo se manifestou que as paralisações com esta configuração não são ilegais.

O prefeito Mário Hildebrandt – que está em período de férias na França – também se manifestou sobre a paralisação do transporte coletivo. Ele caracterizou a ação como “sem sentido”, que o sindicato está “jogando contra o próprio patrimônio, contra si mesmo, contra credibilidade do transporte coletivo, algo que o poder público tem lutado nos últimos meses pra devolver pra comunidade através de ônibus novos e uma série de outras ações”.

– O sindicato está tomando uma posição intransigente sem respeitar a população, sem avisar. A prefeitura não foi avisada, a Blumob não foi avisada, ninguém foi notificado – afirma Mário Hildebrant.

Sobre o áudio, o Sindetranscol disse “lamentar” a postura do prefeito, que o sindicato definiu como “ausente e irresponsável”.

– De uma forma geral o poder público tem se eximido de sua responsabilidade através de concessão, que é entregue ao setor privado – completa o assessor do sindicato, Ricardo Freitas.

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