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Crime ambiental

"Situação estava incontrolável", diz comandante da PM sobre abate de boi em farra no Rio Vermelho 

Ocorrência foi no domingo (23), no Norte da Ilha de Santa Catarina

24/12/2018 - 12h37

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Redação
Por Redação Hora
Estressado, boi escapou dos farristas, invadiu propriedades e feriu algumas pessoas
Estressado, boi escapou dos farristas, invadiu propriedades e feriu algumas pessoas
(Foto: )

No dia seguinte à farra do boi que culminou com a morte do animal, no Rio Vermelho, em Florianópolis, o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina esclareceu a sequência de fatos que levaram os agentes a tomarem a solução final.

De acordo com o coronel Marcelo Pontes, comandante do batalhão, o boi estava estressado quando escapou dos farristas, invadiu propriedades e feriu algumas pessoas. Um policial militar que estava de folga foi ao local tentar laçar o animal, mas, diante do insucesso, os agentes em serviço decidiram abatê-lo.

— A situação era grave, estava incontrolável. Não queríamos que aquilo acontecesse, mas estava muito complicado e as pessoas estavam apavoradas. A PM usou os princípios do uso progressivo da força para tentar conter o animal, mas diante do insucesso e do risco que ele oferecia, a alternativa que houve naquele momento foi abater o animal — disse Pontes em entrevista à rádio CBN/Diário na manhã desta segunda-feira (24).

Ao menos um farrista ficou ferido. Ele foi atingido no rosto e poderá ficar cego de um olho. Vale lembrar que, desde 1998, a farra do boi é uma prática ilegal, conforme a Lei de Crimes Ambientais. O texto proíbe "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos". Ainda assim, ninguém foi preso no episódio.

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