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Socialistas vencem eleição na Espanha, mas não chegam a maioria, diz apuração parcial

Os resultados também confirmam a entrada no Congresso de deputados do Vox, a primeira legenda de ultradireita a chegar ali desde o fim da ditadura

28/04/2019 - 17h47

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Por Folhapress
Segundo as primeiras projeções, o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) teria 129 cadeiras na próxima legislatura
(Foto: )

Os socialistas venceram as eleições parlamentares da Espanha neste domingo (28), mostram os primeiros dados da apuração oficial, mas não conquistaram maioria para governar sozinhos.

Já seu principal rival, o Partido Popular (PP, de direita), pode ter sofrido um revés histórico, vendo sua bancada encolher em torno de 50%.

Os resultados também confirmam a entrada no Congresso de deputados do Vox, a primeira legenda de ultradireita a chegar ali desde o fim da ditadura de Francisco Franco, em 1975.

Mas não se concretizou, ao que parece, a onda de conservadorismo radical que, segundo analistas, poderia alçar a sigla novata ao terceiro lugar, à frente de Cidadãos (centro) e Podemos (ultraesquerda).

Outro destaque é o alto comparecimento do eleitorado, de 75%, o maior desde 2004 (houve quatro pleitos desde então).

Segundo as primeiras projeções, com 39% das urnas apuradas, o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) teria 129 cadeiras na próxima legislatura, um crescimento expressivo em relação às 85 atuais e a melhor marca desde 2008.

O desempenho, se confirmado, legitima Pedro Sánchez como líder partidário. Derrotado nas eleições gerais de 2015 e 2016, que não produziram maiorias claras para formar governo, ele queria um terceiro embate com o então premiê, Mariano Rajoy (PP).

Foi forçado por correligionários a recuar do plano e acabou deixando o comando da agremiação. Voltou no ano seguinte, impulsionado pela base, e conseguiu, em junho de 2018, fazer aprovar uma moção de desconfiança na gestão Rajoy que o transformou em primeiro-ministro.

Dito isso, Sánchez vai precisar do apoio do Podemos e de outras legendas menores (algumas das quais ligadas ao separatismo catalão, o que deve dificultar as conversas) para governar pela segunda vez.

O partido de esquerda radical sofreu um baque semelhante ao do PP, passando dos atuais 71 deputados para 32 (com 30% da apuração).

No campo da direita, o Partido Popular teria 67 assentos no próximo Congresso, contra 137 hoje. Tudo indica que será a pior performance da história do establishment conservador espanhol.

Criado em 2013 por egressos do PP, o Vox adentra o Legislativo nacional com mais de 23 deputados, marca vigorosa, porém inferior à que as pesquisas mais recentes apontavam (entre 29 e 27).

Na centro-direita, o Cidadãos, que buscou durante a campanha se posicionar como "o" partido para quem desejasse desalojar Sánchez do Palácio da Moncloa (sede do governo), deve passar de 32 cadeiras a mais de 50, fortalecimento que, no entanto, não será suficiente para desbancar o tradicional PP.

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