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Gestão de Valor

Startup de Blumenau avança em soluções de tecnologia para educação

Empresa desenvolveu mesa educativa de jogos interativos que já está em pelo menos 800 escolas das redes públicas e particulares

23/06/2017 - 13h16

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Por Redação NSC
Cristiano Sieves, da Play Move, mostra equipamento usado para educação interativa
Cristiano Sieves, da Play Move, mostra equipamento usado para educação interativa
(Foto: )

O empreendedorismo e a inovação, comuns na indústria têxtil e de tecnologia de Blumenau, ganham fôlego novo com o movimento das startups. Uma das empresas que traduz essa tendência é a PlayMove. Fundada em 2013, a empresa surgiu após o desenvolvimento de uma mesa digital com jogos educativos — a PlayTable — atividades para grupos de crianças e reforçam os conteúdos vistos em sala de aula, acompanhando a grade curricular dos professores e do Ministério da Educação (MEC).

O produto já está presente em pelo menos 800 escolas públicas e particulares e também em áreas de recreação de hospitais e entidades. Em janeiro deste ano, foi exposto no espaço voltado à inovação da Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg, na Alemanha, considerada a maior do mundo no segmento. Apesar da vocação tecnológica da PlayTable, definida como um console para a educação, para o gerente de produto da PlayMove, Cristiano Sieves, a principal inovação está nos conceitos de coletividade e acessibilidade. O primeiro porque as crianças brincam em grupos de até seis pessoas e se socializam em uma fase importante da formação, como no ensino infantil. Já o segundo é que a tela reconhece qualquer toque, como das costas das mãos e de ponteiras de boca, permitindo interação também de crianças com limitações motoras.

Segundo o gerente, que também é especialista em ludopedagogia, os jogos combatem a evasão escolar, causam mais engajamento e fazem com que as crianças não tenham medo de errar e tentar. Por isso, potencializam a aprendizagem.

— Dessa forma é possível até dar desafios muito além da capacidade delas. Se a brincadeira é algo natural da criança, por que não usar isso para ensinar? — questiona o executivo, que enxerga em experiências como essa um ponto inicial de transformação na educação, principalmente na fase infantil.

Desenvolvimento contínuo

Diante do sucesso da PlayTable, a empresa criou parcerias com outros 14 estúdios de desenvolvimento de games, que já contribuíram com mais 28 aplicativos para a mesa digital. A empresa também está traduzindo e adaptando jogos para exportá-los para os Estados Unidos e o mercado europeu.

Uma das novidades mais recentes são os livros digitais em Libras. As publicações têm texto, ilustrações, áudio e tradução em linguagem de sinais para permitir contação de histórias também para alunos com alguma limitação visual ou auditiva — uma das principais preocupações da empresa.

A inovação que hoje continua com pesquisas, testes de novos jogos com crianças e experiências de realidade virtual e aumentada enfrentou dificuldade no começo. A busca pelos 90 componentes do produto e a garantia de segurança — a base de plástico é isolante e impede que ela vire enquanto a tela de infravermelho tem uma proteção de seis milímetros — foram os principais desafios. Percalços comuns na trajetória de empreendedores prestes a inovar.

— Se você tem uma ideia, não pode fazer loucuras, mas é preciso ser ousado. É nos momentos difíceis que surgem as boas ideias e com os erros vêm os aprendizados. Na dúvida, tente — sugere.

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