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Joinville que Queremos

Startups de Joinville atendem a todo o País e repercutem internacionalmente

Pesquisa encomendada pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia mostra que Joinville cresceu mais do que alguns centros econômicos

28/11/2016 - 06h31

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Por Redação NSC
Startup Asaas, de Joinville, criou um sistema que ajuda microempreendedores e pequenas empresas na cobrança de seus serviços. Na foto, o cofundador, Diego Contezini
Startup Asaas, de Joinville, criou um sistema que ajuda microempreendedores e pequenas empresas na cobrança de seus serviços. Na foto, o cofundador, Diego Contezini
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O setor de tecnologia da informação (TI) de Joinville tem muito a comemorar. Com um crescimento de 0,7% no faturamento do ano passado, o polo tecnológico da cidade reconhecida por abrigar grandes indústrias está longe de acompanhar a tendência do País, que no mesmo período registrou índice médio negativo no setor. A pesquisa encomendada pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) mostra ainda que Joinville cresceu mais do que alguns centros econômicos como São Paulo.

- Joinville tem um potencial muito forte na área, principalmente por ter característica industrial e, naturalmente, empreendedora - avalia Gabriel Santos, secretário executivo da Acate.

Muito dos bons números se dão por causa das startups, negócios inovadores capazes de abocanhar uma fatia do mercado nacional com muita tecnologia e, às vezes, pouca estrutura física.

A principal marca deste modelo de negócio é a capacidade de poder partir do desenvolvimento de uma única pessoa e atender à necessidade de um grande número de clientes. Exemplos de sucesso em Joinville não faltam.

O maior deles tem sido a ContaAzul, citada recentemente pelo presidente da Associação Brasileira de Startups (ABstartups), Gustavo Caetano, em entrevista à revista Forbes, como a primeira startup brasileira que deverá atingir valor superior a um bilhão de dólares.

A Asaas, assim como a ContaAzul, nasceu em Joinville e tem crescido mais de 300% ao ano desde que começou as operações, no fim de 2013. A ideia de sistema de cobrança surgiu entre buscas por soluções dentro da ContaAzul, quando a startup conhecida internacionalmente ainda funcionava em modelo diferente.

A iniciativa foi aprimorada até que finalmente atendesse às necessidades do mercado. Em 2013, a Asaas tinha 20 clientes. Este número passou para 3 mil e a expectativa é de que, em 2018, o serviço da startup joinvilense seja utilizado por 50 mil pessoas.

Confira a página especial do projeto Joinville que Queremos

Cobrança em 30 segundos

Hoje, depois de muitos ajustes, a fatia de mercado da Asaas é bem definida. Os criadores chegaram a um sistema que permite que seus usuários consigam fazer uma cobrança, com emissão de nota fiscal e envio de boleto, gastando menos de 30 segundos.

O programa de interface simples permite que microempreendedores individuais e pequenas e microempresas deixem de se preocupar com a cobrança de seus serviços e tenham mais tempo para outras tarefas. A empresa sediada em Joinville só recebe se o seu cliente também receber e pratica valores mais baixos para empresas sem fins lucrativos.

- Outra vantagem é que nós temos como saber se o contratante recebeu a cobrança. Isso traz segurança tanto para quem precisa cobrar, quanto para quem precisa fazer o pagamento - explica o cofundador Diego Contezini.

Com clientes espalhados por mais de 800 municípios brasileiros, a Asaas mudou recentemente para um espaço maior, na zona industrial da cidade, e não pretende sair de lá tão cedo.

- A pressão para mudar para São Paulo é grande, mas a qualidade de vida e o baixo custo de Joinville são atrativos. O que muitos desconhecem é que a cidade também tem um histórico na área de software a partir da Datasul, que ajudou a formar uma base forte na área - avalia Contezini.

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