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    Retorno ao comércio

    Supermercados de São Paulo voltam a fornecer sacolinhas plásticas

    Determinação judicial foi encaminhada pela juíza da 1ª Vara Cível Central da capital paulista

    28/06/2012 - 10h04

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    Por Redação NSC

    Após determinação judicial, os supermercados de São Paulo voltam nesta quinta-feira a fornecer gratuitamente sacolinhas plásticas aos consumidores. As redes de supermercados Carrefour e Pão de Açúcar, incluindo o Extra, já informaram, por meio de nota, que vão acatar a decisão da Justiça e retomar a distribuição.

    Na última segunda-feira, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Cível Central da capital paulista, determinou que os supermercados retomem o fornecimento gratuito de embalagens adequadas e em quantidades suficientes para que os consumidores possam transportar as compras.

    A juíza estabeleceu o prazo de 48 horas, após recebimento da notificação, para que os supermercados de São Paulo voltassem a disponibilizar as sacolinhas. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) informou ter orientado os associados a cumprir a decisão judicial, mas vai recorrer da decisão.

    Em entrevista coletiva concedida na quarta-feira, em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, disse que a distribuição de sacolinhas deveria ser voluntária, respeitando o posicionamento de cada Estado.

    - Acho que estamos falando de redução. Cada Estado toma as suas decisões dentro das suas práticas. A questão de metas ambientais tem que ser voluntária. Não dá para ficar impondo - defendeu.

    Segundo Honda, 18 bilhões de sacolas foram fornecidas em 2007 pelo setor de supermercados e, desde então, o consumo caiu para R$ 14 bilhões.

    - Acho que é uma redução bem consistente, há uma certa conscientização por parte do consumidor de que você tem que reduzir o consumo e partir para práticas mais sustentáveis.

    Honda relembrou que, em 2011, foi estabelecido um pacto setorial com o Ministério do Meio Ambiente prevendo a redução do consumo de sacolas plásticas nos supermercados do país. A meta estabelecida foi reduzir o consumo de sacolinhas em 30% até 2013 e 40% até 2015.

    Por meio de nota, o Carrefour disse que vai acatar a decisão da Justiça, mas que pretende intensificar campanhas para reduzir o consumo das sacolinhas.

    "A rede continuará a trabalhar para promover o consumo consciente e reduzir o impacto ambiental de suas operações. Dessa forma, o Carrefour incentivará o uso racional dessas embalagens, estimulando a adoção de alternativas sustentáveis para o acondicionamento das compras, como sacolas reutilizáveis", diz a nota da empresa.

    Já o Grupo Pão de Açúcar informou que vai, "de maneira responsável e adequada, disponibilizar embalagens plásticas em suas lojas para todos os clientes que necessitarem" e que pretende continuar atuando na "conscientização do consumidor brasileiro com programas e campanhas educativas em todos os seus negócios".

    As entidades de defesa do consumidor informaram que estarão atentas sobre o caso. Por meio de nota, o Procon informou que os consumidores que se sentirem lesados pela falta de sacolinhas nos supermercados poderão recorrer ao órgão. Os números para esclarecimento de dúvidas são o 151 (somente para a capital) ou 0800-772-3633.

    Já o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) considera fundamental a implantação da logística reversa para as sacolinhas, ou seja, de se criar um sistema de troca gratuito a fim de substituir as sacolas retornáveis danificadas por novas. A ideia seria entregar sacolas retornáveis aos consumidores a custo zero ou muito baixo.

    Quando danificadas, as sacolas seriam devolvidas aos supermercados que, por sua vez, destinariam esse material ao setor do plástico, que as reciclaria.

    "Apesar de a proibição de sacolas plásticas ser uma boa medida para o consumo sustentável, isso gerou insatisfação generalizada. Para a implantação de um sistema no qual as sacolas descartáveis sejam extintas, o custo deve ser compartilhado entre consumidores e fornecedores", defendeu o Idec, por meio de nota.

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