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Execução

Suspeito de gerenciar tráfico na Costeira é morto em Florianópolis

Tiago Cordeiro, o Calcinha, foi atingido em um posto de combustíveis

02/04/2015 - 18h11 - Atualizada em: 02/04/2015 - 20h40

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Por Redação NSC
Crime ocorreu na noite desta quinta-feira em posto na Costeira
Crime ocorreu na noite desta quinta-feira em posto na Costeira
(Foto: )

Policiais civis e militares de Florianópolis apuram a morte a tiros na noite desta quinta-feira de Tiago Cordeiro, o Calcinha, considerado homem de confiança do traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira. O assassinato ocorreu em um posto de combustíveis na Costeira e nenhum suspeito pelo crime foi localizado até as 23h20min desta quinta.

Calcinha, de 23 anos, teria ido ao estabelecimento comprar gelo em sua BMW, acompanhado do irmão. Na sequência, um veículo Gol prata com dois homens parou no posto e seguiu Calcinha até a loja de conveniência. Ali, dispararam sete tiros contra ele. Calcinha morreu no local e os dois homens fugiram. Segundo informações da PM, o assassinato seria um acerto de contas. O irmão da vítima não foi baleado.

Câmeras registram momento em que assassinos entram no posto e disparam contra Calcinha:

A confirmação da morte de Calcinha foi dada pelo delegado Antonio Seixas Joca, da Delegacia de Combate às Drogas (Decod), e pelo comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Araújo Gomes, em sua página na internet. Araújo afirmou que Calcinha seria o braço-direito de Neném da Costeira, conforme apurou o Serviço de Inteligência da Polícia Militar.

A PM inicialmente foi acionada com a suspeita de que havia ocorrido um assalto ao local. Depois, a apuração apontou que seria um acerto de contas. Às 22h desta quinta-feira havia pelo menos 10 viaturas das polícias militar e civil no posto, que foi isolado para perícia. O IML recolheu o corpo por volta de 22h20min.

BMW em que Calcinha chegou ao posto

Prisão pedida pela polícia

Calcinha teve recentemente a prisão preventiva pedida pelo delegado Joca, da Decod, em razão do tráfico de drogas, mas a Justiça negou. Ele respondia em liberdade denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) por posse de munições.

Tiago Cordeiro, o Calcinha, morto nesta quinta-feira

Em novembro do ano passado, Calcinha foi preso em flagrante pela Polícia Civil com munições dentro de uma Van, na entrada de Florianópolis. Ele e mais dois homens chegavam na Ilha vindos do Paraguai em uma Van.

No carro havia pouca munição. Mas, desconfiados de que poderia haver mais dentro da lataria, a polícia encaminhou o veículo para um scanner em Itajaí. Dias depois, a polícia teve a confirmação que havia na lataria da Van 600 munições para armas restritas e até um carregador para fuzil.

Munição apreendida em Van que seria de Calcinha, em 2014

Nesse intervalo de tempo, Calcinha acabou sendo liberado do flagrante para responder em liberdade. O delegado afirma que depois juntou ao inquérito as informações da apreensão, comunicou o Ministério Público e pediu a prisão dele. Apesar disso, Calcinha continuou em liberdade por decisão da Justiça.

- Ele (Calcinha) foi investigado pela Decod e todos os indícios apontaram ele como a atual liderança do tráfico na Costeira, tanto que foi preso em flagrante por nós e indiciado em inquérito policial - observou o delegado Joca.

* Com Victor Pereira

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