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    Segurança 

    Suspeito de ser "serial killer" é preso em Porto União, no Norte de SC 

    Homem teria cometido pelo menos três crimes no Estado e outro no Paraná com a mesma maneira de agir

    24/09/2019 - 13h58 - Atualizada em: 24/09/2019 - 16h23

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    Gabriela
    Por Gabriela Florêncio

    Um homem de 37 anos foi preso em Porto União, no Norte de Santa Catarina, suspeito de ser um "serial killer". De acordo com o delegado Ricardo Melo, da Delegacia de Polícia Civil de Porto Belo, o homem teria cometido pelo menos três crimes no Estado e outro no Paraná com a mesma maneira de agir e com contextos parecidos, por isso a polícia trata o caso como homicídios em série.

    — Nós estamos qualificando ele como um eventual "serial killer", em função da série de mortes e do vínculo de proximidade que o autor tinha com as vítimas, esposa, mãe e pessoas que tentaram ajudá-lo e abrigá-lo. São contextos e fatos parecidos em todas essas mortes — explica Melo.

    A polícia de Porto Belo localizou o homem depois que ele foi condenado, em agosto deste ano, por homicídio qualificado por motivo fútil e asfixia, pela morte esposa ocorrido em 2013.

    Ainda conforme o delegado, depois da condenação, foi possível prender o homem a partir da troca de informações entre o Setor de Investigações e Capturas da Delegacia de Porto Belo e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Porto União.

    — Além disso, a própria família do suspeito tinha receio dele, pelas atitudes. Ele mostra certa frieza com relação aos crimes, podendo até denotar algum tipo de patologia — conclui.

    Os crimes

    O primeiro crime registrado, do qual o homem já foi condenado a pena de 22 anos de reclusão, aconteceu em 29 de março de 2013, quando a esposa dele foi encontrada morta em casa, no bairro Perequê, em Porto Belo. O autor acionou a polícia, alegando que a vítima tomava remédios fortes e teve uma parada cardíaca.

    Conforme o delegado, o segundo caso ocorreu em 08 de junho de 2015, onde o homem é o suspeito de matar a mãe, no bairro Morretes, em Itapema. O investigado acionou os bombeiros porque teria chegado à casa da família e encontrado a mãe morta.

    À época, a polícia verificou que havia sangue em suas roupas, mas o homem alegou ter feito respiração boca a boca na vítima. Além disso, ainda havia marcas de defesa no braço do suspeito. A participação do padrasto neste crime também é investigada pela Polícia Civil.

    Em julho de 2015, o homem chegou a ser preso preventivamente pela polícia de Porto Belo, por causa do primeiro homicídio, mas foi solto para aguardar ao julgamento em liberdade.

    Já o terceiro caso aconteceu em 15 de março de 2018, quando o corpo de um homem foi encontrado em avançado estágio de decomposição, no bairro Perequê, em Porto Belo. Durante as investigações, a polícia identificou que a vítima estava dando abrigo para o suposto “serial killer”. Depois do caso, o investigado fugiu para o Paraná.

    O quarto caso foi um homicídio em União da Vitória, no Paraná, onde o suspeito também foi preso, mas está respondendo em liberdade. A vítima era o dono da pousada onde residia.

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