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FICHA CRIMINAL

Suspeitos de vender carros roubados na Grande Florianópolis já foram presos por outros crimes 

Segundo a Polícia Civil, alguns deles chegaram a manter o comércio ilegal enquanto cumpriam pena 

26/07/2019 - 12h04 - Atualizada em: 26/07/2019 - 12h25

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Leandro
Por Leandro Lessa
Polícia Civil desarticulou organização criminosa que adulterava veículos
Polícia Civil desarticulou organização criminosa que adulterava veículos
(Foto: )

Integrantes da quadrilha suspeitos de revender veículos adulterados na região da Grande Florianópolis já possuem uma extensa ficha criminal. A informação divulgada pela Polícia Civil aponta que, mesmo enquanto os criminosos cumpriam pena anteriormente, eles operavam esse comércio ilegal de dentro dos presídios nos últimos anos.

Segundo Rodrigo Bortolini, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), o crime de receptação simples prevê uma pena um a quatro anos de reclusão. A punição pode aumentar se o crime se apresenta na forma de organização criminosa.

– Infelizmente, como se trata de crimes como receptação que, em tese, não envolve violência – a violência está no crime anterior – então, eles acabou sendo beneficiados pela legislação, retornando às ruas e voltando a delinquir – declarou o delegado.

Operação prende três

Três suspeitos foram presos durante uma operação essa semana, mas há quatro mandados de prisão que estavam em aberto até a manhã desta sexta-feira (26). Desde o início do ano, cinco veículos foram apreendidos pela polícia. Porém, outros automóveis podem ter sido alvo da organização criminosa – alguns de alto padrão.

Ainda de acordo com a Deic, os carros foram roubados em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e as adulterações ocorriam em estacionamentos e lavações na Grande Florianópolis. Um estabelecimento em Biguaçu foi identificado como utilizado pelo grupo suspeito para guardar os veículos roubados.

– O modus operandis consistia no roubo e na adulteração de veículos para venda em redes sociais e através de aplicativos de celular. Muitas vezes, eles eram também destinados para a troca por droga no Paraguai e para realização de outros crimes – revelou Bortolini.

Queda nesse tipo de crime

Os suspeitos de integrarem a quadrilha devem responder por crimes como receptação, adulteração, falsificação de documentos e organização criminosa. Novas investigações devem ser abertas para descobrir os responsáveis pelos roubos dos veículos. As últimas provas estão sendo coletadas para remeter todo o processo à Justiça.

De acordo com números da Polícia Civil, houve redução de 12% nos furtos e de 35% nos roubos de veículos em Santa Catarina, na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período em 2018.

Ouça a entrevista do delegado Rodrigo Bortolini, da Deic, para a CBN Diário:

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