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    Tamanho da cintura pode aumentar em até 72% risco de doença respiratória

    Cientistas afirmam que excesso de gordura abdominal é mais prejudicial do que o peso corporal total para o desenvolvimento da patologia

    07/07/2014 - 12h11

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    Por Redação NSC
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    A obesidade, especialmente a gordura em excesso na barriga, é um fator de risco para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), de acordo com um artigo do Canadian Medical Association Journal.

    Uma equipe de pesquisadores da Alemanha e dos Estados Unidos analisaram a relação da circunferência da cintura e do quadril, o índice de massa corporal (IMC) e níveis de atividade física com novos casos de DPOC em um grupo de homens e mulheres. Foram observados dados de 113.279 pessoas entre as idades de 50 e 70 anos que não tinham DPOC, câncer ou doenças cardíacas no início do estudo (1995). Durante o período de acompanhamento de 10 anos, a DPOC se desenvolveu em 3.648 voluntários. Pessoas com grande circunferência da cintura (110 cm ou mais em mulheres e 118 cm ou mais nos homens) tinham um risco aumentado de DPOC em 72%.

    - Identificamos uma relação mais forte entre a gordura abdominal do que a gordura corporal total e a DPOC. Em particular, o excesso de peso, medida pelo IMC emergiu como um fator significativo de aumento do risco de DPOC apenas entre aqueles com uma grande circunferência da cintura- afirma Gundula Behrens, do Departamento de Epidemiologia e Medicina Preventiva da Universidade de Regensburg, na Alemanha.

    Poluição, fumo e toxinas no local de trabalho são apontados como causadores de DPOC através de inflamação crônica. O aumento de depósitos de gordura locais, abdominais e globais eleva a inflamação local e sistêmica, portanto, potencialmente estimula processos relacionados com a DPOC no pulmão.

    Pessoas com uma circunferência do quadril grande e que eram fisicamente ativas (faziam exercícios, pelo menos, 5 vezes por semana) eram 29% menos propensas a sofrer de DPOC. O exercício pode reduzir a inflamação, o estresse oxidativo e melhorar a cicatrização.

    Aqueles abaixo do peso têm um risco aumentado de DPOC em 56%. As possíveis razões incluem a desnutrição e a redução da massa muscular que levam a um aumento da susceptibilidade à DPOC e à progressão através de processos inflamatórios e prejudicam a capacidade de reparação do pulmão.

    - Nossos resultados sugerem que, ao lado da prevenção ao tabagismo, as diretrizes para o peso e a forma corporal e o nível de atividade física podem representar um conjunto importante para diminuir o risco de DPOC. Os médicos devem incentivar seus pacientes a aderir a essas diretrizes, como meio de prevenção de doenças crônicas em geral e, possivelmente, a DPOC em particular- conclui.

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