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Armas

Taurus é condenada a pagar indenização à família de PM de SC morto por pistola com defeito

Arma do policial, que estava travada, caiu no chão e disparou sozinha contra o rosto dele

23/05/2019 - 16h33 - Atualizada em: 23/05/2019 - 20h16

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Por Samuel Nunes
Policial foi morto pela própria arma ao abordar uma pessoa suspeita, em 2011
Policial foi morto pela própria arma ao abordar uma pessoa suspeita, em 2011
(Foto: )

A Taurus Armas foi condenada pelo juiz Luís Francisco Delpizzo Miranda, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, a pagar uma indenização de R$ 200 mil à família de um policial militar. De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), o homem foi morto por um tiro acidental, disparado por uma arma que apresentou defeito. Ainda há a possibilidade de recurso.

Além do pagamento da indenização, Miranda determinou o pagamento de pensão para a filha do polícial militar, que tinha um ano de idade, e para os pais dele, que dependiam economicamente do filho para sobreviver. Os valores não foram divulgados, mas, conforme a sentença, deverão ser pagos à criança até que ela complete 25 anos de idade e aos pais até a data em que o policial completaria 65 anos.

Arma travada

O caso aconteceu no dia 21 de novembro de 2011. Na ocasião, o policial fazia uma abordagem a um suspeito. Quando se abaixou para pegar a pochete do homem, a arma se desprendeu do colete, caiu no chão e disparou sozinha, atingindo o agente no rosto. O policial acabou morrendo na hora.

Uma perícia anexada ao processo apontou que a pistola estava travada e, portanto, não deveria ter disparado. Por esse motivo, o juiz considerou que a empresa era responsável direta pela morte do policial.

Na época da morte, a família do policial decidiu entrar na Justiça contra a fabricante de armas e também contra o governo do estado. O juiz, no entanto, avaliou que o poder público não poderia ser responsabilizado, por ter oferecido todo o treinamento ao policial e ter realizado um processo de licitação para evitar problemas com os armamentos.

Outro lado

Em nota, a Taurus informou que não concorda com a decisão e irá recorrer. Segundo a empresa, em testes feitos por peritos, a arma do policial não apresentou falhas de segurança em testes de queda.

Veja a íntegra da nota da empresa

"A Taurus não concorda e está recorrendo. Até porque no despacho do juiz quando transcreveu o laudo pericial informou que "não ocorreram disparos involuntários ou acionamento inseguro. A arma em questão não apresentou falhas de segurança nos testes de queda".

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