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Torcedor que participou de briga generalizada na Arena Joinville é condenado a 10 anos em regime fechado

A violência da partida entre Vasco e Atlético Paranaense no estádio de Joinville ocorreu há cinco anos, em 8 de dezembro de 2013

06/12/2018 - 18h52 - Atualizada em: 07/12/2018 - 12h03

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Redação
Por Redação AN
Leone foi fotografado no dia da agressão com um pedaço de ferro com prego usado nas agressões
Leone foi fotografado no dia da agressão com um pedaço de ferro com prego usado nas agressões
(Foto: )

Em julgamento nesta quinta-feira, 6, o barbeiro Leone Mendes da Silva foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado. Destes, oito anos são pela tentativa de homicídio e dois anos por crime ao estatuto do torcedor e por incitar a violência em eventos esportivos e culturais. O júri popular ocorreu no Fórum de Joinville, cidade onde ocorreu a violência pela qual ele foi condenado.

Leone participou da briga generalizada que ocorreu em uma partida entre o Atlético Paranaense e o Vasco. O time do Paraná já havia sido condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva após uma briga entre torcedores registrada em um jogo contra o Coritiba e, por isso, perdera mandos do campo, o que levou o jogo contra o Vasco a acontecer em Joinville. Depois de apenas 15 minutos de jogo, a briga entre as torcidas começou e Leone foi identificado como um dos agressores de um torcedor do Atlético Paranaense.

Durante a sessão, o representante do Ministério Público dispensou as 10 testemunhas previstas para este júri. Leone não foi preso imediatamente: o juiz Gustavo Aracheski deu cinco dias para o Leone recorrer. A prisão preventiva já está decretada logo após o recurso. De acordo com a assessoria, que leu a sentença:

"O réu está solto, compareceu ao julgamento e foi intimado em domicílio conhecido, por isso não há necessidade de prisão imediata" escreveu o juiz.

Leone participa do júri popular no Fórum de Joinville
Leone participa do júri popular no Fórum de Joinville
(Foto: )

Em cinco dias úteis será expedido o mandado de prisão, se ele não apresentar pedido de recurso. O réu foi absolvido de outro crime: dano qualificado contra patrimônio público.

Este caso teve grande repercussão nacional, na época, devido às fortes imagens de torcedores na arquibancada sendo carregados por meio de macas. O motivo fútil das agressões foi reconhecido como circunstância qualificadora do crime.

A acusação ficou a cargo do Promotor de Justiça, Marcelo Sebastião Netto de Campos, que apresentou vídeos e jornais que retrataram este episódio na Arena Joinville. A defesa contou com os advogados Pedro Wellington Alves da Silva e Jonathan Moreira dos Santos, que reforçaram a tese de que o torcedor vascaíno não veio assistir à partida de futebol com a intenção de agredir o outro torcedor.

Nesta ação do Ministério Público, inicialmente, foram denunciados três torcedores do Vasco da Gama. Contudo, houve o desmembramento do processo em três, ou seja, no júri do dia 6 de dezembro, apenas um deles foi levado à júri. O segundo denunciado está recorrendo no Tribunal de Justiça de SC. O terceiro terá audiência de instrução no dia 12 de dezembro, na Comarca de Joinville.

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