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    Torcida abraça jogadores do Figueirense após WO e protesta contra dirigentes 

    Empate em 2 a 2 do Figueira com o CRB é marcado por manifestações de torcedores desde antes a bola rolar no Scarpelli pela Série B 

    24/08/2019 - 21h34 - Atualizada em: 25/08/2019 - 08h21

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    João Lucas
    Por João Lucas Cardoso
    Sinalizadores e cânticos para recepcionar os atletas
    Sinalizadores e cânticos para recepcionar os atletas
    (Foto: )

    Parecia que o Figueirense jogaria uma decisão. A torcida de mobilizou para rever a equipe em campo no Orlando Scarpelli, depois do WO, greve e outras manifestações por conta dos atrasos no pagamento de salários dos jogadores e funcionários. No entanto, minutos antes de consumado os 2 a 2 do Figueira com o CRB, neste sábado, pela Série B, os torcedores mudaram os gritos e fizeram seus protestos por conta da crise financeira que assola o Figueira.

    A torcida organizada cantou o nome de todos os jogadores alvinegros antes da bola rolar. Não é novidade, tampouco foi diferente de outras partidas. Mas o ato tinha outro significado.

    Foi o gesto de união com os atletas, reforçado pelo ocorrido mais de uma hora e meia antes da partida.

    Os torcedores foram para o portão de acesso dos atletas e fizeram uma calorosa recepção ao ônibus que levou a delegação ao Orlando Scarpelli, como se o estádio recebesse uma decisão.

    Tony sendo recebido pela torcida
    Tony sendo recebido pela torcida
    (Foto: )

    Foram apenas 2,9 mil torcedores no estádio na noite deste sábado. Mas eles foram atuantes. Como os atletas em campo, deram o máximo possível ao redor do gramado. Com apenas 13 minutos de jogo, eles apresentaram três faixas de protesto, mas sem mudar o tom dos cântico.

    Em duas pediram a saída do presidente da empresa gestora do futebol do Figueirense, Cláudio Honigman, e do diretor de comunicação e marketing Bruno Ribeiro, e em outra mandaram um recado: "Time do povo desde 1921". Elas ficaram expostas até o final do confronto.

    A torcida foi incansável. Não parou de cantar, apoiou a equipe o tempo todo. Vibrava até quando a defesa fazia um corte providencial. Mas mais ainda aos 28, quando Willian Popp abriu o placar. A torcida aplaudiu o gesto dos atletas, que se abraçaram com os do banco de reservas e comissão técnica.

    Sem parar de cantar

    Nem o tento do empate, aos 41 do primeiro tempo do ex-Figueirense Ferrugem, arrefeceu o entusiasmo que os alvinegros das arquibancadas passavam aos do campo. Mas o esforço do lado de fora de campo foi recompensado. Depois de Fellipe Mateus empurrar a bola para as redes, aos seis minutos do segundo tempo. O autor do gol e os demais jogadores foram próximos da torcida organizada, que ditava o ritmo do apoio alvinegro nas arquibancadas.

    No entanto, minutos depois do gol da segunda igualdade regatiana e com o Figueirense sentindo em campo a semana sem treinos regulares por conta das manifestações, a organizada foi para o mais próximo o possível das sociais do Scarpelli para protestar.

    Depois de batidas nas grades, começaram os coros contra os conselheiros, ao presidente do Conselho Deliberativo, Chiquinho de Assis, além de Honigman e Ribeiro, alvo das faixas. A esta altura, policiais militares estavam do outro lado para garantir segurança — sem qualquer atrito. O jogo terminou com gritos de "vergonha" relacionados aos conselheiros e dirigentes. Só parou para o aplauso aos jogadores pela entrega dentro de campo.

    — Cumprimos o objetivo de nos entregar, de representar a nação alvinegra. Queríamos a vitória, mas não deu. Temos de nos focar em campo para voltar a ganhar na Série B. A gente vai gastar energia e até o ultimo pingo de suor por isso. A luta continua e vamos voltar a ter o Figueirense vencedor que merece — garantiu o zagueiro Ruan Renato antes de deixar o gramado, em entrevista à CBN Diário.

    O próximo jogo, desta vez longe da torcida, será às 20h30min de terça-feira. O Figueirense vai enfrentar o Operário, em Ponta Grossa (PR).

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