O Bloco Onodi anunciou nas redes sociais que não vai mais sair nesta sexta (9), sábado (10), na segunda (12) e na terça-feira (13). No domingo (11), o tradicional bloco de Florianópolis ainda tenta manter o desfile no Campeche, depois de impasses sobre o local da festa.

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“Seja no modelo tradicional, ou no novo modelo de arena, aqueles contrários ao bloco não vão descansar até que ele deixe de existir. E nós não permitiremos que isso aconteça”, diz a nota publicada pela organização.

Impasse

O motivo do cancelamento tem relação com um impasse entre a organização do bloco e a Associação dos Moradores do Campeche (Amocam). Inicialmente, o Onodi iria mudar de lugar, do Campeche para a Beira-Mar Continental.

No entanto, a organização de última hora no Continente não foi aprovada pela Polícia Militar (PM) e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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O Onodi ocorre há 25 anos no Campeche. A organização informa que “tinha todos os alvarás e licenças necessárias para a realização dos quatro dias de festa”.

A programação estava prevista para as noites de sexta-feira, sábado e segunda-feira, das 18h às 2h. Na noite de sábado (10), a Banda manezinha Dazaranha iria tocar e, na terça-feira (13) estava previsto um baile infantil, no período da tarde, encerrando as atividades do bloco.

O ponto alto, o desfile de domingo (11), marcado para as 16h, é o que a organização tenta manter.

Impasse provoca “expulsão” de tradicional bloco do Campeche para Beira-Mar Continental, em Florianópolis

A Amocam critica a realização da festa em “área conhecida como Campo de Pouso do Campeche, popularmente conhecido como Pacuca, local tombado como patrimônio histórico, paisagístico, artístico e cultural”. Eles contestam, ainda, venda de ingresso e suposta sublocação de espaços para comércio de bebidas.

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Eles apontaram que o Campo de Pouso do Campeche está sob guarda da Aeronáutica. 

Citam, ainda, o risco de que “as intervenções, como instalação de estruturas fixas para palco e tendas, com possíveis escavações no terreno; bem como o trânsito excessivo de pessoas e automóveis no local; da quantidade de lixo e resíduos pela área do parque; e possível dano à vegetação natural”.

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