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    Transformar a economia, começando por nós mesmos

    Conheça algumas iniciativas e negócios de impacto que estão buscando redesenhar o sistema econômico e transformar a forma de fazer negócios

    09/06/2020 - 16h48

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    Estúdio
    Por Estúdio NSC
    Transformar a economia, começando por nós mesmos
    (Foto: )

    Junto com a crise e o desafio sem precedentes que todos estamos vivendo temos muitas vozes trazendo a necessidade de redesenharmos nosso sistema econômico - afinal, a economia deveria ser um meio para maximizarmos o bem estar de todos.

    Nesse sentido existem várias iniciativas avançando como o “Green Deal” na Europa para fomentar uma economia de baixo carbono. E as falas inspiradoras de Mohammed Yunus, prêmio Nobel da Paz e criador do Grameen Bank, sugerindo que os negócios de impacto passem a ser centrais numa nova economia que pode emergir.

    É importante que façamos essas reflexões como sociedade para decidirmos para onde queremos ir, já que teremos que reconstruir nossa sociedade e nossa economia depois dessa crise que ainda está levando muitas vidas e quebrando muitos negócios e organizações. No entanto, esse novo caminho que escolhermos como sociedade deve refletir uma transformação interna de cada um de nós. Se não nos transformarmos por dentro, vamos recriar o mesmo sistema, com poucas mudanças superficiais, mas sem alterar sua essência.

    Aqueles que fazem um processo de autoconhecimento sabem que quando não aprendemos com uma crise, o mundo traz uma maior ainda até que aprendamos a lição e possamos evoluir. Acredito que a crise que estamos vivendo é uma catástrofe, mas também é uma oportunidade de cada um dar largos passos em direção a uma vida que faça mais sentido, que privilegie os seres humanos, as relações, a simplicidade, a harmonia com a natureza. Em momentos como esse que estamos vivendo, temos a oportunidade de lembrar o que realmente importa.

    A partir dessa reflexão e transformação interior podemos sim, construir uma economia que esteja a serviço do bem estar de todos, sem exceção. Temos inteligência, tecnologia e consciência para desenhar essa nova economia. 

    No Impact Hub estamos vendo muitas alternativas emergindo nessa crise, uma delas é a SEEDS, uma cripto moeda, que utiliza a tecnologia do blockchain para ter sua governança toda descentralizada e baseada em valores de regeneração da natureza e de fomento de relações econômicas mais justas. 

    Outro movimento que vem ganhando força é o fomento da economia “hyper-local”, a economia do bairro, a relação com os vizinhos. A pandemia criou o cenário perfeito para as pessoas reconhecerem o valor das relações mais próximas e como essa compra de produtos e serviços dos mais próximos gera um ciclo virtuoso para sua rua, bairro, cidade.

    Por fim, como conselheiro do ICOM fiquei bastante feliz de ver a agilidade de todo o time e parceiros para colocar de pé o Banco Comunitário da Grande Florianópolis, que está, não só atendendo a necessidade emergencial de muitas famílias, mas também fomentando a economia local por meio de uma moeda social.

    Certamente nenhum de nós gostaria de passar pelo que estamos passando, mas até para honrar todas as vidas perdidas, empregos extintos e aumento da desigualdade que já era altíssima, precisamos fazer a transformação de nós mesmos, da economia e da sociedade e quem sabe um dia encontraremos um significado em todo esse processo.

    Junto da Cláudia Backes, sócia da StartSe e do Daniel Alves, empreendedor da Augeum Innovation e Modo 8, falarei mais sobre esse tema no próximo Encontros de Impacto, promovido pelo Impact Hub Floripa, nesta quarta-feira, às 17h. O bate-papo é gratuito e basta se inscrever em impacthubfloripa.eventbrite.com. Por Henrique Bussacos, co-fundador do Impact Hub Floripa e presidente do conselho do Impact Hub Global.

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