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Greve dos funcionários

Transporte público é retomado em Palhoça e região; Paulotur pode perder a concessão do serviço

Jotur, Santo Anjo e Imperatriz assumiram emergencialmente as 16 linhas de atuação da Paulotur, evitando transtornos para a população

13/06/2017 - 08h20 - Atualizada em: 13/06/2017 - 08h27

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Por Redação NSC
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Decretada a greve dos cerca de 150 funcionários da Paulotur, empresa de transporte coletivo que atua no sul de Palhoça, Garopaba e outros municípios da Grande Florianópolis, na manhã desta terça-feira, 13, o Departamento de Transportes e Terminais de Santa Catarina (Deter) autorizou que outras três empresas mantenham o funcionamento do transporte público na região.

Assim, Jotur, Santo Anjo e Imperatriz assumiram emergencialmente as 16 linhas de atuação da Paulotur, evitando transtornos para a população. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb), Deonísio Linder, a paralisação ocorreu por falta de pagamento aos funcionários.

— Alguns receberam, outros receberam apenas metade do salário e outros não receberam nada, inclusive alguns trabalhadores que estão em férias. À princípio, o serviço só será retomado quando o salário for pago — afirmou Deonísio.

O salário deveria ter caído na conta dos trabalhadores no quinto dia útil de junho, sendo cerca de R$ 2.300 para motoristas e R$ 1.400 para cobradores (valores atualizados após acordo coletivo em maio). Além disso, o Sintraturb afirma que a Paulotur não está pagando valores referentes ao INSS e ao FGTS dos funcionários.

— Notificamos a empresa para que retome imediatamente o serviço, que é de caráter público e essencial. As empresas que foram autorizadas a cobrir as linhas da Paulotur já estão operando e assim permanecerão por tempo indeterminado —garantiu o presidente do Deter, Fúlvio Brasil Rosar Neto.

Paulotur pode perder a concessão

Além da notificação do Deter para que o transporte seja retomado imediatamente, a Paulotur é alvo de outro processo judicial. Em janeiro deste ano, o Deter entrou com um processo de caducidade para retirar a concessão de transporte coletivo em todas as 16 linhas, alegando que a empresa não realiza o serviço corretamente.

— Concluímos o processo de caducidade e encaminhamos à Procuradoria-Geral do Estado, que vai atestar (ou não) a legalidade da ação. Obtendo o veredito favorável, vai para a sanção do governador — informou o presidente do Deter.

Segundo Fúlvio Neto, caso o governador Raimundo Colombo aceite a recomendação do Deter para o encerramento da concessão da Paulotur, outras empresas assumiriam as linhas de maneira emergencial até que seja realizada uma nova licitação. Ainda não há previsão de prazo para a conclusão do processo.

Ao longo de toda a manhã a reportagem da Hora tentou contato com a Paulotur pelo telefone disponibilizado no site da empresa, sem sucesso.

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