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Nosso jeito de cuidar apresenta

Tratamento humanizado em hospital traz conforto para família

Conheça a história do paciente com quem enfermeiros e médicos conversam todos os dias, mesmo que ele não tenha recuperado ainda a lucidez  

12/08/2019 - 11h54 - Atualizada em: 12/08/2019 - 13h44

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Estúdio
Por Estúdio NSC
(Foto: )

O sonho dele sempre foi ser soldado da aeronáutica. Em 2014, entrou para a Força Aérea Brasileira e, durante os serviços conheceu o trabalho da Cruz Vermelha. Então, mudou de sonho e decidiu salvar vidas. Patrick Henrique de Oliveira tem o lema da corporação estampado em fotos nas redes sociais. “Vidas alheias, riquezas a salvar.” Trabalho que fez nos últimos anos voluntariamente, no Corpo de Bombeiros Voluntários de Urubici, cidade da serra catarinense.

Nessa mesma cidade, Patrick, com 24 anos na época, sofreu um acidente de moto enquanto dirigia no sentido do batalhão, para marcar as próximas horas de trabalho. Patrick quebrou a perna em dois pontos. Precisaria de uma cirurgia ortopédica para colocar pinos na região fraturada.

— O hospital de Urubici não tem estrutura nem profissionais para uma cirurgia dessas. Então ele foi encaminhado para Lages, onde um ortopedista solicitou exames e disse que a cirurgia ficaria para o dia seguinte — conta, já emocionada, a mãe de Patrick, Lucimar de Oliveira.

Na quarta-feira, às 11h30 do dia 11 de abril de 2018, ele entrou na sala de cirurgia.

— Ele estava bem, brincando e confiante. Perguntei para os enfermeiros que horas iria acabar o procedimento e me disseram que levaria cerca de duas horas. Então fui comprar algumas coisas e, quando voltei, o ortopedista e o anestesista estavam me esperando.

Patrick Henrique de Oliveira
Patrick Henrique de Oliveira, 26 anos
(Foto: )

Patrick teve um “intercorrência”. Ou seja, algo inesperado aconteceu durante o procedimento. Uma ressonância mostrou que houve um tempo prolongado em hipóxia (falta de oxigênio). Ele entrou em coma. Até hoje, um ano e meio depois, Lucimar não tem explicações do que aconteceu no hospital.

— Sem saber o que estava acontecendo, eu estava perdida, sozinha, longe de casa e com o meu filho em coma, sem eu saber o porquê. Foi quando uma amiga me falou para fazer o plano de saúde que tem um hospital próprio. Pensei: não tenho condições, mas eu preciso de cuidados melhores pra ele. Ele estava só se prejudicando em um hospital sem recursos e sem médico.

Em janeiro de 2019, as carências do novo plano expiraram e o bombeiro pôde ser transferido para o hospital Unimed Grande Florianópolis, onde acordou e está recebendo tratamentos adequados.

— Sei que se eu tivesse vindo antes, as chances dele teriam sido muito maiores — comenta Lucimar.

Um ano e quatro meses de silêncio

— Ele entrou para fazer uma cirurgia na perna e não saiu mais. Ele foi dali para a UTI e, desde então, eu nunca mais ouvi a voz do meu filho.

Nos últimos oito meses, Lucimar tem vivenciado experiências melhores. Mesmo que Patrick ainda tenha sequelas do último atendimento, o bombeiro, que completou 26 anos recentemente, hoje recebe atenção constante.

— Aqui os cuidados são outros. Eles entendem de pacientes que usam traqueostomia, tem um nutrólogo acompanhando diariamente, tentando melhorar a imunidade dele, fisioterapia duas vezes por dia e a atenção da enfermagem diariamente — pontua Lucimar.

Além do atendimento de especialistas e de uma equipe multidisciplinar, Lucimar destaca outro ponto tão importante quanto:

— Aqui os médicos são humanos. Conversam com ele, mesmo ele não estando lúcido ainda. Não o tratam com indiferença. Hoje ele está tendo atendimento e eu só tenho a agradecer.

Nosso jeito de cuidar

Essa relação de afeto com os pacientes é uma das principais bandeiras dos profissionais da cooperativa Unimed Grande Florianópolis. É uma filosofia, com todas as pessoas envolvidas: colaboradores, terceirizados, médicos cooperados, rede prestadora, secretárias e clientes.

— É uma transformação cultural mesmo, e a ideia é se estender por longos anos. Já são mais de 50 unidades em todo o Brasil que estão vivenciando essa filosofia do jeito de cuidar — comenta Fernanda da Costa Oliveira, analista em excelência no relacionamento do Núcleo Jeito de Cuidar da cooperativa.

O tema, que envolve humanização de atendimentos, se tornou um núcleo de atuação na administração da cooperativa que abrange a grande Florianópolis. Com gestão de planejamento de ações, o movimento está tomando conta de todos os colaboradores.

—Eu cuido de mim, e cuido do meu colega, que vai cuidar de outro colaborador, e vai refletir no atendimento final, nos laboratórios, no hospital, no pronto atendimento ou na sede administrativa. O resultado final é a satisfação do cliente — finaliza Fernanda.

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