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EXECUÇÕES 

Três homens são encontrados mortos e amarrados em 20 dias na Grande Florianópolis

Apesar da semelhança entre os fatos, polícia afirma que são casos isolados 

15/10/2019 - 17h38 - Atualizada em: 21/10/2019 - 18h22

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
(Foto: )

Em menos de 20 dias, três pessoas foram encontradas mortas na Grande Florianópolis, com algum membro do corpo amarrado. Duas delas estavam em região de mata, em locais de menor movimento. Em todos os casos, além das mãos presas, outra parte do corpo estava amarrada.

O último caso foi registrado na segunda-feira (14), quando o corpo de um homem foi encontrado dentro de uma vala em Palhoça. A vítima ainda não foi identificada, segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP-SC), mas apresentava diversos ferimentos pelo corpo, além das mãos amarradas.

Cinco dias antes, outro homem havia sido encontrado morto com as mãos amarradas, porém em Florianópolis. O corpo tinha marcas de tiros e a cabeça estava coberta por um lençol. Ele foi identificado pelo IGP como Waldson dos Santos Amarante Filho, de 32 anos. A investigação apurou que a execução foi motivada por uma rixa e que os autores já foram identificados.

O primeiro caso que chamou atenção pela forma como o corpo foi encontrado ocorreu no dia 26 de setembro, quando o gaúcho Itamar Henrique Kruger da Silva, 20, foi localizado numa região de mata em Santo Amaro da Imperatriz. A vítima tinha ferimentos de tiro e as pernas também estavam amarradas. Um lençol enrolava o corpo do homem. Munições deflagradas também foram encontradas nas imediações.

Apesar do padrão seguido nos três assassinatos, o delegado da Divisão de Homicídios, Ênio de Oliveira Matos, afirma que são casos isolados e que não houve articulação entre os crimes:

— São pessoas diferentes, que não tinham qualquer ligação. E são autores diferentes, também, com motivações próprias — diz.

Comandante da 1ª Região de Polícia Militar, Coronel João Maria Martins também afirma que a sequência de três homicídios similares em cidades da Grande Florianópolis não caracterizam uma tendência.

— Chamam atenção, mas precisamos lembrar que somente em Florianópolis há uma redução de mais de 50% nos crimes de homicídio em relação ao mesmo período do ano anterior (de janeiro a outubro) — comentou.

Ainda segundo o coronel, há um trabalho de contensão grande realizado nas regiões onde as facções tinham forte atuação e que trouxe dados positivos nos últimos meses:

— Claro que não podemos comemorar enquanto houver mortes, mas o número reduzido demonstra ótimos resultados.

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