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Carnaval 2016

Veja como foi o desfile das escolas de samba do Grupo Especial de Florianópolis 

Seis escolas desfilaram na passarela do samba Nêgo Quirido na noite de sexta e madrugada de sábado

07/02/2016 - 05h40 - Atualizada em: 08/02/2016 - 07h37

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Por Redação NSC
(Foto: )

Carros alegóricos com efeitos especiais, comissões de frente com coreografias ousadas, criativas e inusitadas e harmonia impecável pautaram o desfile das escolas de samba do grupo especial de Florianópolis. Teve escola que até fez nevar na avenida! Sem incidentes ou atrasos, as seis agremiações levantaram o astral do público que compareceu ao evento até as 6h40min da manhã de domingo. Segundo a Liga das Escolas de Samba de Florianópolis (Liesf), 25 mil pessoas acompanharam o desfile.

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Detalhe do desfile da Nação Guarani
Detalhe do desfile da Nação Guarani
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Fundada em 2011, a Nação Guarani foi a primeira a entrar na passarela, às 22h30. A escola foi a campeã do Grupo de Acesso do Carnaval 2015, e este ano foi a primeira vez que desfilou pelo Grupo Especial. Inaugurou a noite levando para a Nêgo Quirido a história da comunicação no mundo - e a história foi contada de trás para frente, até chegar na pré-história. Com carros alegóricos com pegada futurística, a Nação conquistou a simpatia do público por der iniciante e já ter integrantes tão animados.

Nação Guarani



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Dascuia

Dascuia, segunda escola a desfilar, embarcou na mitologia do deus Baco para contar a história do vinho no mundo, desde a criação até a ascensão em Santa Catarina. Um Cortejo de Dionísio foi o tema da Comissão de Frente, embalada pelos mitos gregos e romanos. Eles homenagearam todos os colonizadores do Estado que tinham como cultura e tradição o cultivo da uva e produção de vinho. Carros alegóricos sem efetos, mas que deram conta do recado. 

Copa Lord

A tradicionalíssima Copa Lord chegou incendiando a arquibancada e fazendo o público decorar o samba enredo. Celebrações e festas de Florianópolis e do Brasil foram o tema do desfile e a plateia se emocionou com encenação do Zé Pereira na comissão de frente, trazido por bruxas. A escola do Mont'Serrat, Centro da Capital, homenageou também o sambista Anderson Ricardo Santos, o Andy, morto em janeiro deste ano. 

Protegidos da Princesa

Escola que foi bicampeã do Grupo Especial em 2015, Os Protegidos da Princesa fizeram desfile impecável, harmônico, com fantasias luxuosas e carros alegóricos com efeitos especiais. O samba enredo foi sobre a Rússia, país cuja história política influenciou todo o mundo. O desfile abrangeu desde a dança e a música clássica até a revolução comunista no país. Um dos carros alegóricos, o que representou a era dos czares, fez até nevar na avenida. 

Coloninha

A Unidos da Coloninha, que no ano passado foi penalizada por desfilar com número menor de componentes, também fez desfile impecável e levantou o astral do público. Desejos foi o tema do samba enredo, que deu ao carnavalesco liberdade para criar e refletir sobre os principais desejos do homem: amor, longevidade, do fruto proibido, de voar... A comissão de frente talvez tenha sido uma das mais aplaudidas: o anseio à evolução, em que bailarinos representando homens primitivos e homens do futuro saiam de suas tocas / casas para ver o mundo. 

União da Ilha da Magia

A agremiação da Lagoa da Conceição encerrou a noite com tema pertinente na atualidade: o Haiti. Inspirada no número crescente de imigração haitianos em Santa Catarina, contou a história do país da América Central conhecido como pérola das Antilhas. As fantasias chamaram atenção pela riqueza de detalhes em alas coreografadas. Os carros alegóricos, imensos, celebraram, entre outros, a solidariedade entre países. 

 O desfile terminou às 6h40, com o sol já raiando.  

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